Capitalismo selvagem – significado da expressão

“Homem primata, capitalismo selvagem”

A expressão capitalismo selvagem é um termo criado originalmente para se referir à fase do capitalismo na época da Primeira Revolução Industrial (cerca de fins do século XVIII). Naquela época, especialmente na Grã-Bretanha, camponeses empobrecidos vindo de um meio rural superpovoado e estagnado, não tinham outra alternativa senão trabalhar nas nascentes indústrias da época, criadas a partir das inovações tecnológicas que pipocavam a todo momento, em especial o tear mecânico ou ainda o motor a vapor.

Obviamente, neste cenário cheio de inovações, não havia nenhum regulamento ou disposição prevendo como se dariam as relações entre os donos de fábricas e seus empregados. Assim, as condições de trabalho desses primeiros empregados eram as mais desumanas possíveis, com um dia de trabalho de dezesseis horas ou mais, emprego de menores de idade, até mesmo crianças em ambientes insalubres, fechados e de risco de mutilações e doenças. Isto se dava não por falta ou pelo excesso de humanidade de qualquer um dos patrões, o que acontecia é que esta realidade de trabalho dava o máximo de retorno financeiro ao dono do empreendimento. Muitas vezes, os trabalhos nas fábricas não paravam, havendo turnos diurnos e noturnos, numa rotina de trabalho de 24 horas, que supria não só a Europa como boa parte do mundo com os novos produtos industrializados. Claro, este sistema não trazia vantagem nenhuma ao trabalhador, mesmo que fosse mais vantajoso de que aguardar por trabalho no campo. Esse sistema todo descrito deu origem ao termo capitalismo selvagem, onde a exploração ferrenha do rico empresário oprimia os pequenos trabalhadores, assim como na selva, os animais grandes impõem sua vontade aos pequenos.

Hoje, a locução “capitalismo selvagem” é utilizada para indicar um sistema capitalista de dimensões globais, onde ocorre concorrência ferrenha entre as multinacionais dominadoras de vários mercados ou até mesmo países, com o apoio de seus governos lenientes e corruptos, fruto da ausência de sustentabilidade do modelo capitalista dos dias de hoje. Exemplo perfeito deste conceito é o domínio que a Firestone, empresa do ramo da borracha industrial exerceu desde 1926 até bem recentemente dentro do território da Libéria, país africano, onde a mesma praticamente controlava o país.

Este segundo significado também é ligado a vários outros conceitos onde o ganho financeiro suplanta o desenvolvimento humano e do planeta como um todo. Assim, o conceito de capitalismo selvagem estará ligado a vários outros temas, como por exemplo a política dos países ricos, que exploram as riquezas da terra sem consideração a qualquer noção preservacionista ou auto-sustentável, ou a banalização da morte a favor do capital, ou da guerra pelo petróleo, pela venda de armas, pela manutenção de um estilo de vida luxuriante nos países desenvolvidos, a venda de alimentos industrializados com produtos cancerígenos, a utilização dos pesticidas, o superaquecimento do planeta, desmatamento, a morte pela fome e AIDS, a impunidade dos criminosos detentores de poder econômico ou político, e até mesmo a infância desvalida que acaba atraída para o tráfico de drogas e a criminalidade.


Fonte:

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O que são recursos produtivos?

“Os recursos produtivos, ou fatores de produção, correspondem aos elementos utilizados nos processos produtivos de todos os tipos de bens necessários à vida material.”

Segundo os manuais de economia, os chamados recursos produtivos (ou fatores de produção) são elementos utilizados nos processos produtivos de todos os tipos de bens (mercadorias) necessários à nossa vida material. Dessa forma, referem-se aos chamados insumos (como o trabalho, a matéria-prima e o capital). Para Karl Marx, pensador do século XIX que produziu uma das mais importantes críticas à estrutura da sociedade capitalista, os recursos produtivos estariam divididos da seguinte forma no contexto de uma sociedade de classes: aos proletários (trabalhadores, operários) caberia o trabalho (recurso de pouco valor), isto é, sua força de trabalho é vista como recurso produtivo; enquanto que os meios de produção, como a fábrica, a máquina e o capital (recursos mais valiosos), estariam exclusivamente sobre o poder de uma classe dominante, a classe burguesa.

Assim, em linhas gerais, os principais recursos produtivos estão entre: trabalho, terra, matéria-prima, capital e capacidade de produção. Ao se iniciar pela questão da terra enquanto fator de produção, de maneira geral refere-se aos recursos naturais que dela podem ser extraídos. Logo, da terra dependem certas atividades, como extração de minérios (minério de ferro, cobre, estanho, ouro, prata, etc.), extração de petróleo, além é claro das mais diversas culturas agrícolas e da própria construção civil. Ou seja, enquanto insumo, ora a terra fornece matérias-primas naturais (petróleo e ferro, por exemplo) que apenas são extraídas pelo homem, ora ela contribui com seus nutrientes às plantações, sem se falar de sua necessidade física para a construção de casas, prédios, fábricas e outros empreendimentos. Daí seu valor econômico ser um dos maiores em termos de recursos produtivos. Logo, independente da natureza do ramo de atividade que tem a terra como meio de produção, vale dizer que os recursos provenientes são recursos escassos.

Outro fator de produção fundamental e que certamente sofreu e sofre transformações ao longo da história é o trabalho: esforço humano, físico ou mental (intelectual) para a produção de bens e serviços. Obviamente, enquanto fator de produção, o trabalho dispensa maiores explicações, pois, a despeito de estar entre os recursos produtivos de menor valor econômico, é certamente protagonista de qualquer modelo de produção. Afinal, é por meio do trabalho que o homem interage e transforma seu meio e a natureza (e, através de técnicas, obtém o que necessita para sua vida material). Seja no campo, colhendo frutos, seja na cidade, no chão da fábrica, o trabalhador está presente com sua força de trabalho, em maior ou menor grau de especialização. 

Como já citado, o próprio capital é um recurso produtivo, ou seja, um insumo necessário. O capital em si não se refere apenas à ideia de dinheiro corrente, mas a bens fabricados pelo homem para a produção de outros bens. É o que a economia chama de bens de capital, a exemplo de máquinas, tecnologia, ferramentas, computadores, estradas de ferro, portos, fábricas, etc. Segundo Nogami e Passos (2005, p. 13), tais instrumentos, entretanto, devem ser considerados como capital financeiro e não constituem riqueza, mas sim direito a ela. Não haverá aumento de riqueza na sociedade se esses direitos de papel (como próprio dinheiro, certificados, etc.) aumentarem sem que ocorra aumento correspondente de bens de capital (edifícios, equipamento, estoques, etc.). Finalmente, e não menos importante, mas muito ligado a esse último recurso apresentado, está a capacidade empresarial: refere-se à capacidade e à função do empresário no processo de produção, pois ele é quem organiza os demais recursos produtivos, investe, corre riscos e lucra, lançando mão de seus recursos financeiros, capacidade administrativa e empreendedora.

De fato, para o funcionamento do capitalismo, o investimento de capital pela classe burguesa (usando aqui uma terminologia de Marx e não o sentido pejorativo que a palavra adquiriu ao longo do tempo) em recursos produtivos ou fatores de produção é uma condição sine qua non, ou seja, sem a qual esse tipo de produção não se sustentaria. Mas uma observação deve ser feita enquanto ponderação acerca do capitalismo: a geração da pobreza, da exploração dos mais fracos, da desigualdade social consequente da má distribuição de renda e tantos outros problemas sociais são consequência direta do modo de produção capitalista. Dessa forma, um dos desafios contemporâneos está na tentativa de equacionar formas e caminhos para a promoção do crescimento econômico concomitantemente ao desenvolvimento social e também sustentável (do ponto de vista ambiental). Além disso, dentre os fatores de produção apresentados é certamente o trabalho, dado o aspecto social envolvido, que deve assumir a dianteira das preocupações de todos, pois ao trabalhador devem ser asseguradas, minimamente, boas condições de salário e de desempenho de suas funções no processo produtivo.


Referências:

PASSOS, C. R. M.; NOGAMI, O. Princípios de economia. 3.ed. São Paulo: Pioneira, 2001. 475p


Paulo Silvino Ribeiro
– Colaborador Brasil Escola
– Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas
– Mestre em Sociologia pela UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
– Doutorando em Sociologia pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas

Economia #3 – O setor público enquanto agente econômico

“O agente público, segundo Troster e Mochón (2002), se ramifica segundo suas atividades públicas e privadas. Como você percebeu, por mais que o agente seja público, ele pode desempenhar algumas ações próprias do setor privado. Quando isso ocorre, espera-se que a ação esteja envolvida com o setor produtivo e a organização, apesar de ser estatal, deve ser regida como se fosse uma empresa.”

É o caso do Banco do Brasil, por exemplo, cujo capital tanto é público quanto privado e cujo comportamento mercadológico se dá a partir de estratégias destinadas ao setor privado. Na outra linha de ação, estão as entidades cujo foco se concentra em ações públicas. Esses agentes se dividem em unidades territoriais, previdência social e administração central. Atividades de políticas públicas, regulação de mercado ou fiscalização são exemplos de ações neste campo do setor.

É importante que você se lembre de que o setor público deve se preocupar com os efeitos relacionais entre as diversas sociedades. Isso ocorre quando Bernardes (1993) observa que o ser humano percebeu que as tarefas simples, como a caça, seriam mais eficientes se fossem praticadas coletivamente, o que fez com que surgissem as primeiras associações de pessoas baseadas na colaboração (ou sinergia) mútua.O Setor Público não é somente o Estado-nação como era visto logo após a Segunda Guerra Mundial. Ele é dividido em esferas de poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) e, em países como o Brasil, é dividido em três níveis de Governo (Federal, Estadual e Municipal).”

O setor público é o agente econômico mais influente dentre os que você conheceu até agora. Na atual conjuntura, ele é quem direciona o comportamento das famílias e das empresas por meio de políticas públicas, compensatórias, fiscais e diversos outros instrumentos legais.

Para Troster e Mochón (2002), é comum encontrar, na sociedade moderna, uma dada configuração política que realiza funções fundamentais para a manutenção do contrato social desenhado por Rousseau. No século XIX, a ética liberal baseava-se na expressão francesa “deixe estar-deixe fazer” (Laisses faire), cujo principal precursor foi o inglês Adam Smith, com o livro A riqueza das nações. Esse clássico afirma que há uma mão invisível que regula o mercado, portanto, não carecendo de leis regulatórias. Esse sistema entrou em colapso no fim da segunda década do século XX; então, foi proposto o estado do bem-estar social, sendo o agente público o grande regulador do sistema geral.

Suas tentativas são voltadas principalmente para coordenar e regular mercados, via agências de regulação. Além disso, pretendem promover o desenvolvimento sustentável por meio de objetivos gerais de crescimento econômico, regulação fiscal, estabilidade de preços, controle urbano e distribuição equitativa de renda nominal. Com isso, se busca proporcionar uma cesta de bens, produtos e serviços ao tecido social cujo custo não pode ser superior ao necessário para fornecer.

Quando analisamos o nível coletivo, nos aproximamos das referências de sociedade e discutimos necessidades de transporte ou segurança pública. Deste conceito, derivam outros elementos importantes que acompanham o comportamento humano ao longo de sua evolução, como a hierarquização, a especialização das tarefas, a divisão do trabalho e a necessidade de institucionalizar a ação.

Esses mecanismos concorrerão para o surgimento das divisões de classes como as tipificadas em “A”, “B” e “C” e, consequentemente, servirão de base para definir quem terá acesso ou não a determinados bens. É comum que você espere que a especialização defina esse processo, ou seja, quanto maior for a especialização do indivíduo, maiores serão as suas chances de acessar às cestas de produtos destinadas à classe “A”. O inverso também se aplica: quanto menor for a sua especialização, mais reduzidas serão as suas chances de acessar às mesmas cestas de produtos. Isso define, em última instância, quem será rico e quem será pobre. Quem necessitará de políticas públicas compensatórias e quais serão as características de cada uma dessas ações.

Contudo, Bernardes (1993) chama a atenção de um elemento neste processo que é perigoso e carece de discussão. Trata-se da especialização, que visa modelar a mão de obra e, se lastreada, pode reduzir seu poder de barganha. Isso ocorre em parte como efeito colateral em função da necessidade da especialização. Perceba: se uma determinada sociedade possui poucos especialistas em uma determinada área, o valor da mão de obra dele será relativamente alta. Caso exista ocorrência de muita mão de obra especializada em determinada área, o valor a ser pago àquele tipo de profissional será relativamente reduzido em função da sua alta oferta.

Isso pode significar um risco para o trabalhador: o de se especializar em profissões muito difundidas ou que exigem pouco tempo de estudo. Geralmente, as profissões que exigem maior tempo de estudo são aquelas que proporcionam maior remuneração, pois há maior dificuldade em manter indivíduos se especializando por um período longo. É o caso de médicos, engenheiros e pilotos de avião comercial.


Fonte:

  • Economia de Empresas. Rafael dos Santos da Silva /Charlles Franklin Duarte.  (UniAteneu. 2017)

Economia #2 – A família como agente econômico

A família, como instituição mais antiga do mundo é a responsável por todo o conjunto de relações individuais e coletivas do sujeito tanto social como econômico. Como tal, ela tem um papel determinante para a atuação de todo e qualquer sujeito no contexto de realidade e de acordo com os modelos vigentes em cada sociedade.

“A instituição mais antiga que o ser humano criou”

A família é, talvez, a instituição mais antiga que o ser humano criou para organizar sua vida social. Faz parte da tipologia do agente econômico privado, como a empresa, e seu foco consiste na aquisição de bens e serviços para maximizar suas satisfações e necessidades que vão se derivando em função do tempo.

Com o advento do Iluminismo, vários conceitos tradicionais começaram a ser questionados. A história tardou a registrar, mas, nos tempos atuais, há volumosas ressignificações ao contexto familiar que afetam diretamente o comportamento da Economia, no geral, e das empresas em particular. Imagine um estabelecimento que décadas atendia famílias compostas por um homem, uma mulher e dois filhos.

Hoje, esse mesmo estabelecimento recebe outros tipos de famílias, como casais homoafetivos. Isso impacta diretamente nos tipos e nas quantidades de produtos disponíveis; nos preços estabelecidos; nas distribuições e nas comunicações de marketing. Famílias com menos crianças possuem condições aquisitivas melhores, o que pode influenciar nas decisões estratégicas e políticas de compra das empresas e assim por diante.


Fonte:

  • Economia de Empresas. Rafael dos Santos da Silva /Charlles Franklin Duarte.  (UniAteneu. 2017)

Economia #1 – A empresa como agente econômico

A partir deste e, pelos próximos dois posts, falaremos de três pilares da Economia. São princípios básicos que nos permitem adentrar no universo desta que é conhecida como a ciência da escassez: Empresas, Família e Governo. Hoje falaremos das empresas.

“As empresas estão entre os sistemas de produção mais complexos da sociedade moderna”

Com o surgimento da sociedade moderna, a humanidade passou a criar sistemas de produções cada vez mais complexos. Dentre estes, encontram-se as empresas. Na prática, elas servem ao ímpeto produtor do ser humano, passando a se ramificar nos mais diversos meios de produção e consumo, utilizando-se da transformação, da prestação de serviços e da geração de bens. Na definição de Troster e Mochón (2002), a empresa, enquanto agente econômico, nada mais é do que uma unidade de produção básica. Sua prática consiste em contratar mão de obra, aplicar capital e, a partir daí, gerar produtos e serviços.

Contudo, é preciso levar em consideração que as empresas exploram matérias-primas, setores e bens que, em última instância, são públicos, exigindo, portanto, que peçam licença para funcionar e explorar determinada atividade na qual o Estado não tem interesse. Por isso, é necessário se dirigir à Junta Comercial, registrar um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, verificar os alvarás e assim por diante. Troster e Mochón (2002) afirmam que somente as empresas têm a capacidade de organizar os complexos processos de produção e distribuição exigidos pela modernidade.

Não falta quem discorde disso, sobretudo quando se admite que as principais atividades necessárias ao desenvolvimento humano não podem ser pautadas pela lógica da competição de mercado, como é o caso da saúde. Outros vão mais além e definem, inclusive, que a produção deve ser realizada pela empresa, mas a distribuição pelo Estado. Enfim, trata-se de debates conceituais que você estudará mais adiante.

A empresa apresenta diversas formas e tipos, o que os advogados chamam de natureza jurídica. Elas se ramificam sob dois pontos iniciais: a Empresa Individual e a Empresa Social, quando a propriedade não corresponde a um único indivíduo. A Empresa Individual é a forma mais simples de estabelecer a atividade empresarial. Essa empresa se caracteriza pelo pertencimento individualizado, em que o indivíduo é o gestor das atividades. Diante da quantidade de empreendedores no Brasil, seja por necessidade ou por oportunidade, o governo criou a figura do microempreendedor individual.

A Empresa Social está ramificada em três fases: (I) Limitada; (II) Sociedade Anônima S/A; e (III) Cooperativa. A Empresa Limitada prevê que a responsabilidade do proprietário é limitada ao número de cota a ele deferido no limite do valor apresentado na constituição da empresa. Em termos práticos, caso haja falência da empresa, o proprietário que investiu R$ 10.000,00 (dez mil reais) terá responsabilidade na exata medida deste valor. A Sociedade Anônima exige que haja investimento em dinheiro para que a pessoa possa ser vista como sócia. Logo, o capital está dividido entre os acionistas, cuja responsabilidade está limitada ao montante do capital aplicado. Por último, o modelo de Cooperativa prevê que os associados compartilhem na mesma medida dos riscos e dos benefícios.


Fonte:

  • Economia de Empresas. Rafael dos Santos da Silva /Charlles Franklin Duarte.  (UniAteneu. 2017)

Quem não é visto não é lembrado?

“Uma máxima carente de reformulação”

As máximas consistem em uma síntese de uma ideia que corresponde a um significado universal, ou seja, um significado que é compreendido e aceito por todos. Entretanto este “Quem não é visto não é lembrado” há muito deixou de fazer sentido. Até porque, com o advento das redes sociais, tem muita gente que faz muito esforço para ser visto e mesmo assim não é lembrado.

No campo profissional existe uma lógica que vale para todos os campos da vida pessoal. Se você preenche os requisitos para determinadas atividades, certamente será lembrado pelas pessoas que podem te contratar e/ou te indicar para outrem. E, o simples ato de “ser visto”, certamente, não garante nada.

Ser alguém de quem as pessoas gostam, sim!

Nesse sentido, podemos até reformular a máxima em questão para: Quem não é querido não é lembrado! Por isso, ser uma pessoa querida pode ajudar a estar presente na lembrança das pessoas certas nas ocasiões esperadas. Logicamente, você questionará: 1) Será que existe mesmo isso de ser querido? 2) E isso pode mesmo justificar uma indicação profissional?

Bem, eu explico: o convívio pessoal e profissional é marcado por regras que, de alguma maneira, regem tacitamente os processos de interação entre as pessoas. Os processos a que me refiro, são corriqueiramente chamados de “relacionamentos”.

Portanto, se você tem dificuldades de se relacionar com uma pessoa e ela tem influência no meio em que você atua isso pode sim, te atrapalhar. Mas calma, não fique angustiado! Dificuldades em relacionamento interpessoal são mais comuns do que se pode pensar.

Se este for o seu caso, listamos 10 tópicos que podem te ajudar a conquistar a consideração das pessoas com quem interage:

1 – Seja útil (independentemente de recompensa);
2 – Faça o bem (sem olhar a quem);
3 – Seja educado (com todos);
4 – Busque melhorar a cada dia (auto conhecimento);
5 – Respeite o pensamento diferente do seu;
6 – Retribua a todos os gestos de amizade;
7 – Seja verdadeiro (sem ser agressivo);
8 – Tenha amigos (mesmo que sejam poucos);
9 – Seja você mesmo (por mais estranho que isto possa parecer);
10 – Ame-se (a si próprio e ao próximo)!


:: Todo dia é uma oportunidade de conquistar um destes tópicos. Persista!

Trabalho – Fora dele, é preciso desconectar

Todos estamos submetidos às pressões do trabalho, mas alguns profissionais não conseguem, simplesmente, se desconectar dele no descanso semanal. Pensando isto, selecionamos 10 programas caseiros pra ajudá-los a sair da cena laboral quando NÃO estão sendo formalmente exigidos. Nossas #dicas permitem que possam interagir com outras realidades, se divertir e se manter informado.

CLIQUE NAS IMAGENS PARA VER AS MATÉRIAS NA ÍNTEGRA:

Direitos Básicos vs. Criminalidade (Fortaleza/CE)
Os 10 maiores pilotos da historia da Fórmula 1
Melhores filmes feitos na Ámerica Latina
136 curtas de animação sobre Filosofia
1984, o livro que matou George Orwell
As 10 melhores cenas de sexo do cinema
Os melhores filmes de todos os tempos
Abandono do Edifício São Pedro (Fortaleza/CE)
3 áreas de conhecimento essenciais
Os 20 melhores livros de RH

Libertando o Poder Criativo – Ken Robinson

“A Chave Para o Crescimento Pessoal e Das Organizações”

O que seria de Vincent van Gogh se houvesse freqüentado uma escola de artes? O que seria da arte se estivesse subordinada a padrões de comportamento e a valores de épocas? Bem, a resposta é ao mesmo tempo simples e objetiva: van Gogh muito provavelmente não teria sido reconhecido como um gênio da arte moderna e, da mesma forma, arte condicionada não é arte.

O motivo de tais afirmações reside em que a arte de um modo geral, é algo que existe para questionar modelos e denunciar realidades falseadas, mas principalmente, existe para estimular o pensamento criativo. Este por sua vez, deve ser livre, mas para ser livre, há que ser puro no sentido de não sofrer influências que o limitem. Mas pelo que se sabe não há como ser puro num mundo em que a dinâmica que rege as relações giram em torno de poder e de influência.

É aqui onde entra o pensamento perspicaz de Ken Robinson. Ele busca oferecer uma visão inovadora sobre como os modelos educacionais moldam os comportamentos de modo a agir como limitantes do poder criacional.

Ele argumenta que:

“As pessoas e empresas no mundo todo lidam com problemas originados na escola e nas universidades e que muitas pessoas param de estudar sem ter um conhecimento verdadeiro das suas capacidades criativas.”

Nesse sentido, Libertando o Poder Criativo questionar a forma como somos treinados para pensar e de como esse treinamento visa uniformizar a forma segundo a qual devemos agir para gerar resultados e/ou de justificar o fracasso quando o treinamento não produz o sucesso pretendido.

Assim, Robinson pretende demonstrar como e por que a maioria de nós perde a capacidade criativa ao longo da vida escolar. E ao falar abertamente desses “problemas”, ele expõe problemas encontrados no sistema educacional tradicional e os relaciona com o tipos de inteligências necessárias para produzir soluções nos dias de hoje.

Segundo o autor, compreendendo como funcionam os modelos educacionais vigentes (na família, escola, universidade e empresas), é possível achar brechas que nos permitem burlar a lógica tradicional na busca de produzir soluções originais.

Dessa forma, poderemos libertar o poder criativo para agir com muito mais segurança e liberdade no campo acadêmico e profissional.


Autor: Ken Robinson;
Editora: HSM;
Ano: 2012;
Idioma: Português;
Nº de Páginas: 304.

FOCO – DANIEL GOLEMAN

“A atenção e seu papel fundamental para o sucesso”

Talvez você já tenha se ouvido falar em Mindfulness. Mas talvez não saiba exatamente o que seja nem do que se trata. Pois bem, para responder se uma forma objetiva, Mindfulness é um, este estado de consciência em que estamos com o corpo e a mente no mesmo lugar. Ou seja, é um estado de atenção plena aplicado ao momento presente em que há receptividade sem reatividade.

Esta palavra que aportuguesamos e que agora virou moda nos diversos cursos de aprimoramento que geralmente fazemos para atender a demandas da profissão, existe na comunidade científica médica e psicológica internacional há 30 anos e na psicologia budista há, pelo menos, 2500 anos. Sim, a origem do conceito “Mindfulness” é budista, mas hoje quem é responsável por sua disseminação e crescimento é a ciência.

Nesse sentido, Mindfulness nada mais é do que a habilidade de nos colocarmos conscientes e abertos às experiências do momento presente e sem julgamentos. Essa habilidade pode ser desenvolvida por meio de práticas específicas de meditação – chamadas de meditações mindfulness – que possuem resultados científicos comprovados. Estas práticas têm sido febre na região do Vale do Silício, onde as empresas consideradas mais inovadoras do mundo se concentram como Google, Apple e Twitter. Tais corporações investem em treinamentos de mindfulness para seus funcionários há tempos; há comprovação de que quanto maior o nosso nível de mindfulness, maior é nossa criatividade, nosso bem-estar e inteligência emocional.

Os especialistas afirmam que todos temos a habilidade (em maior ou em menor grau) de permanecer concentrados em algo por um determinado período de tempo. E o que é melhor, que podemos aumentar essa capacidade se nos exercitarmos regularmente.

A afirmativa acima encontra paralelo em Daniel Goleman no seu livro “Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso”. Para Goleman, o excesso de informação do mundo moderno, sobrecarrega o pensamento provocando uma série de distúrbios que culminam em níveis elevados de stress.

Na área profissional, temos que lidar diariamente com fatores que parecem agir como nossos inimigos e nos atrapalhar a toda e qualquer hora. Como exemplo ele cita o hábito de olhar e-mails, mensagens nos diversos app’s, Facebook, Twitter, etc., indisciplinadamente. No entanto, se você conseguir resistir ao impulso de deixar sua mente divagar por entre as tentações do mundo conectado, você pode ir além.

O autor constatou que normalmente uma pessoa fica distraída por mais de 40% do tempo quando lê um texto ou participa de uma reunião. Mas, ainda segundo o autor, há muitos benefícios em desenvolver foco para permanecer concentrado por períodos maiores de tempo. E a palavra que mais deve agradar aos profissionais do mundo corporativo é “sucesso”. Sim, o sucesso na realização de projetos importantes, na boa organização e distribuição de recursos, na execução de tarefas rotineiras na sua empresa.

Por isso, afirma que todos precisam aprender a aprimorar o foco se quiserem prosperar no complexo mundo em que vivemos. E acrescenta que todos os que alcançaram rendimento máximo (nos estudos, nos negócios, nos esportes ou nas artes) são precisamente os que prestaram atenção no que era mais importante para seu desempenho.

De onde conclui que foco é o que diferencia um especialista de um amador, um profissional de alta performance de um funcionário mediano.” E nesse contexto, desenvolver foco é uma forma de lançar um olhar inovador sobre as circunstâncias e de perceber como a atenção pode ser decisiva para obter sucesso nos seus projetos.


Autor: Daniel Goleman;
Editora: Objetiva;
Ano: 2013;
Idioma: Português;
Nº de Páginas: 296.

Cultura Organizacional e Liderança – Edgar H. Schein

“Transformando o conceito em uma ferramenta prática da administração”

Para compreender o significado de Cultura somos obrigados e revisitar estudos de antropologia, os quais tratam intimamente dos comportamentos e costumes de todos os agrupamentos de pessoas que se reúnem por quaisquer tipos de motivos. Todavia, para simplificar, recorremos à literatura formal, que define Cultura como sendo ”todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.

A definição acima está correta, porém, ao desviar um pouco desse tipo de definição, que se impões quase que como uma norma, nos permitimos enxergar aspectos mais profundos do conjunto de variáveis que regem as regras postas e tácitas de todo grupo em sua singularidade.

Nas organizações empresariais, por exemplo, vários estudiosos se dedicaram à busca da compreensão deste todo elaborado que se fundamenta na interação entre as pessoas. E essa compreensão se deu pela verificação e através do estabelecimento de padrões (comportamentos que se repetem) que circulam em torno do objetivo (atividade econômica, missão e valores) da empresa.

Dentre os estudiosos do tema, um dos pioneiros é Edgar Schein, conhecido pelo aprofundamento com que se insere nos estudos sobre cultura organizacional. Neste livro (que o encontramos em sua 3ª edição), “traz uma atualização de seu entendimento da cultura como conceito, tratando-a como uma abstração, mas de suma importância para se entender o conflito intergrupal no nível organizacional.”

Fazendo uma aproximação super didática com um tema intimamente ligado aos estudos organizacionais, a liderança, Schein mostra como aqueles que têm poder de decisão nas empresas criam a cultura na justa proporção em que criam grupos. E como a cultura, uma vez instituída estabelece os critérios para as lideranças que se seguem. Nesse ato contínuo, os líderes acabam por determinar quem será ou não líder naquela organização.

Dessa forma, este livro representa uma grande fonte de informação para quem estuda lidera e/ou deseja compreender melhor a fisiologia das organizações na perspectiva comportamental.


Autor: Edgar H. Schein
Editora: Atlas;
Ano: 2009;
Idioma: Português;
Nº de Páginas: 415.