Oferta de Emprego x Recolocação Profissional

Business Handshake

Ficar desempregado pode ser um baque, mas com um pouco de organização e estratégia você pode se recolocar no mercado e até mesmo dar uma guinada na carreira. A recolocação profissional fica mais fácil e rápida quando você mantém o foco nas atitudes e tem um plano de ação para voltar ao mercado.

Sabemos que a situação é complicada no momento atual, mas com atitudes e disposição é possível. Por isso, visando ajudar, segue 10 dicas que podem ser úteis:

1. Organize suas finanças

Uma demissão pode desestabilizar o profissional não apenas emocionalmente, mas também financeiramente. Organize suas contas de forma racional e esteja preparado para ficar um período maior do que o esperado sem emprego. Assim você correrá menos riscos de entrar no modo “desespero” e terá mais tranquilidade e estabilidade emocional para enfrentar essa fase.

2. Reflita sobre seus objetivos de carreira

Aproveite para refletir sobre a sua trajetória profissional, listando suas principais conquistas e aprendizados. Pensar na experiência que você acumulou também reforça a autoestima e ajuda a adotar uma postura mais positiva. Estabeleça o que quer de sua carreira daqui para a frente, trace suas metas e objetivos profissionais antes de sair disparando o currículo por aí.

3. Atualize seu currículo

Depois de refletir sobre suas qualidades e experiência, capriche na atualização do currículo. Ressalte os resultados que você conseguiu e alimente as redes sociais profissionais (como o Linkedin) e seu portfólio de projetos (se for o caso). Se você estiver se candidatando a uma vaga específica, vale adaptar o CV para ressaltar as experiências mais relevantes para aquela posição.

4. Frequente cursos e palestras

Utilize o tempo livre ao seu favor, dedicando-se ao desenvolvimento contínuo. Faça cursos em sua área de interesse, frequente eventos e palestras. Além de aumentar sua rede de contatos, estudar durante o período em que estiver fora do mercado demonstra que você não ficou “parado”, é um profissional dedicado a aprender sempre mais.

5. Seja protagonista

Não se faça de vítima e não caia na armadilha de achar que o mundo é injusto, que você foi prejudicado ou que todos são culpados por  sua demissão, menos você. É a hora de olhar para a frente, tomar as rédeas da situação e comandar você mesmo essa mudança na sua história profissional. Uma atitude positiva, de protagonista do seu destino, é percebida e valorizada por recrutadores e possíveis empregadores. Se o motivo da demissão foi uma falta de habilidade ou competência sua, aproveite esse período para preencher essa lacuna e se capacitar.

6. Fuja dos clichês e frases feitas

“Meu problema sempre foi trabalhar demais”, “dou meu sangue pela empresa”, “sou pau para toda obra”, “meu maior defeito é ser perfeccionista”, “eu visto a camisa” e outras frases do gênero devem ser evitadas, tanto no currículo como na entrevista. Além de batido e vazio, esse tipo de afirmação não comunica o seu verdadeiro diferencial. Seja no currículo ou na entrevista, expresse as características que o destacam no mercado de trabalho, aquelas qualidades pelas quais você tem sido reconhecido por colegas e chefes.

7. Não minta sobre a demissão

Esconder uma demissão do recrutador é uma das piores coisas que você pode fazer. Seja honesto, claro e objetivo. Se o entrevistador perguntar por que você saiu da empresa, diga: fui demitido. Não precisa entrar em detalhes. Responda somente o que for perguntado e, ao falar sobre os motivos, seja objetivo e imparcial. Caso o motivo tenha sido alguma deficiência sua, exponha a razão com cuidado e diga o que fez para superar esse ponto fraco. Por exemplo: “O perfil da área mudou e a empresa precisava de alguém que falasse inglês. Já estou fazendo um curso para desenvolver essa habilidade.” Mas atenção! Só fale o que realmente estiver fazendo.

8. Faça networking

Sabe aquele ditado, “quem não é visto não é lembrado”? Cuide de sua rede de relacionamentos, ligue para seus conhecidos com frequência e, quando tiver abertura, exponha seu interesse profissional. Não se trata de implorar uma indicação, ou se fazer de vítima. Seja objetivo e breve quanto às suas expectativas de carreira. Cultivar sua rede de contatos profissionais e pessoais é algo que deve ser feito constantemente, não apenas quando for demitido. Por isso, mesmo quando conseguir voltar ao mercado, mantenha contato com a sua rede.

9. Considere oportunidades temporárias

Apareceu uma vaga temporária? Não descarte essa possibilidade. Ela pode ser a porta de entrada para ocupar outra posição na mesma empresa futuramente ou, no mínimo, você terá acumulado mais uma experiência no currículo enquanto procura um novo emprego.

10. Empresas de recolocação (outplacement) e head-hunters

Dependendo da posição que você ocupava na empresa, pode ser que receba o apoio de uma consultoria de recolocação profissional no pacote de demissão. Além de ajudá-lo no preparo do seu currículo e na identificação de seu perfil profissional, essas consultorias prestam assessoria em todo o processo de seleção, podendo também indicá-lo para vagas em firmas parceiras. Você também pode contratar esses serviços individualmente (procure referências!), ou entrar em contato com head-hunters e empresas especializadas em recrutamento e seleção.

Fonte:

Lei – Conceito

“As Leis existem em virtude de uma necessidade social para a qual não há entendimento objetivo que possa equilibrar os interesses dos envolvidos numa disputa”

A lei é uma norma jurídica ditada por uma autoridade pública competente. [Criar as Leis], em geral, é uma função que recai sobre os legisladores dos congressos nacionais dos países, com prévio debate e o texto que a impulsiona e que deverá observar um cumprimento obrigatório por parte de todos os cidadãos, sem exceção, de uma Nação, porque da observação destas dependerá que um país não termine transformado numa anarquia ou caos.

[…] A finalidade das leis é a de contribuir ao lucro do bem comum das pessoas que fazem parte de uma sociedade organizada determinando a base dos deveres e direitos, o seu não cumprimento, é claro, acarretará em uma sanção que pode, segundo a importância da norma que se tenha violado, implicar num castigo de cumprimento de prisão ou a realização de algum trabalho de cunho comunitário que não implica na privação da liberdade, mas que deverá ser cumprido ao pé da letra, igualmente, para que assim deixe saldada a falta cometida.

As leis nasceram com o objetivo de limitar o livre arbítrio dos seres humanos que vivem inseridos numa sociedade e são o principal controle que ostenta um estado para vigiar que a conduta de seus habitantes não se desvie, nem termine prejudicando a seu próximo.

As leis são a fonte principal do direito e se distinguem pelas seguintes características:

1) Generalidade, que devem ser cumpridas por TODOS, sem exceção; 2) Obrigatoriedade, supondo um caráter imperativo-atributivo que significa que, por um lado outorga deveres jurídicos, e pelo outro, direitos; 3) Permanência, ou seja, quando são promulgadas não têm uma data de vencimento, pelo contrário, sua duração será indefinida no tempo até que um órgão competente determine seu cancelamento por alguma causa válida e previamente convinda; 4) Abstrata e impessoal, que implica que uma lei não se concebe para resolver um caso em particular, senão que move a generalidade dos casos que possa abarcar e por último, 5) [Reputação, que tenha reputação ou seja conhecida, de modo] que ninguém possa argumentar que não a cumpriu por desconhecimento.

Fonte:

Autor. Editorial QueConceito. Sao Paulo.
Disponível em: https://queconceito.com.br/lei . Acesso em: [14/11/2019]

Direito Civil, Direito do Trabalho e Direito Empresarial

Quais os impactos destes ramos do direito sobre a Gestão Administrativa nas Empresas Privadas e em seu Controle Interno de ações?

Os ramos do Direito estão intimamente ligados e por isso é quase impossível dissociá-los mentalmente. A questão central no estudo do Direito, seja ele qual for, é que ele foi instituído com a finalidade primordial de mediar as disputas entre particulares e destes com os poderes público e privado.

Dessa forma, os elementos do Direito são extraídos e complementados uns dos outros, de modo a equilibrar as partes de uma disputa quando houver Lei específica ou quando não houver tipificação.

A sociedade tem buscado formas de resolver seus conflitos de forma civilizada, pois acredita que, apenas desse modo, é possível haver harmonia em sociedade.[i] Dado que para todos os efeitos do Direito a vida civil é realizada na práxis, através disto a que chamamos “vida em família combinada com prática da propriedade privada”, então vemos que é no seio da família que o direito começa a se constituir.

No momento em que surgiu a necessidade de trabalho remunerado como forma de subsistência, as relações de particulares entre si e destes com as instituições tornaram-se mais complexas. Como consequência, tornou-se indispensável um aparelho capaz de regular juridicamente os atos decorrentes do processo natural de interação dos homens. Nesse contexto, o Direito do Trabalho surgiu como uma transformação ocorrida no âmago da sociedade, a partir dos efeitos das pressões que a cidadania organizada exerceu em algum momento.[ii]

Noutros termos, as transformações pelas quais passaram as relações de trabalho e emprego no Brasil e no mundo foram possíveis graças ao processo de intervenção política da sociedade civil. Processo este, que vem se aprimorando desde o período compreendido entre as duas guerras mundiais.[iii]

Antecedendo a instituição do Direito do Trabalho, veio o Direito Empresarial, cujas bases foram lançadas pela atividade comercial no século XIX. Da atividade comercial, que dava conta apenas das relações de comércio, foram extraídos os princípios fundamentais para regulamentar todo o conjunto de práticas empresariais (força de trabalho, fatores de produção, comercialização, etc.).[iv] A partir daí viu-se que a atividade empresarial como um todo dialogava com os demais setores da sociedade, portanto, as normas que a regem deveriam estar inseridas num contexto muito mais amplo.

Assim, “a primeira legislação que se filiou a essa nova teoria foi o Código Civil Italiano de 1942, considerado o grande marco da transformação desse ramo do Direito que, aliás, passou a receber uma nova denominação: Direito Empresarial. Inspirada no modelo do Código Civil Italiano de 1942, a moderna Lei Civil brasileira acabou por provocar uma fusão legislativa entre os dois ramos do Direito Privado, unificando normas básicas do Direito Civil e do Comercial.”[v]

Logo, vê-se que a gestão administrativa das empresas privadas e seus controles internos deve estar em perfeita sincronia com as regras gerais da sociedade civil. Mas o que isto significa, na prática, para o administrador de empresas? Significa que suas decisões tanto impactam quanto são impactadas pelas normais gerais da nação (sociedade, meio-ambiente, força de trabalho, etc.) e observar o que diz a Lei é condição para a boa prática da atividade empresarial em todo e qualquer ramo de atuação.


Referências:

[i] Instituição do Direito público e Privado, pág. 72.

[ii] Instituição do Direito público e Privado. Pág. 127.

[iii]Poder, Cultura e Ética nas Organizações. Disponível em: Coeficiente.me

[iv] Instituição do Direito público e Privado. Pág. 104.

[v] Instituição do Direito público e Privado. Pág. 105.

Coerção – O que é e como lidar com ela?

“Como e porque o impulso coercitivo é inerente à sociedade”

Nota: 9/10.

É comum encontrar a prática da coerção em vários ambientes diferentes como em escolas, empresas, famílias, entre outras situações que são constituídas por hierarquia, seja de cargo, idades, força e diversas capacidades que porventura tornam alguém maior, em termos hierárquicos, que o outro.

O ato de pressionar, induzir, intimidar, forçar e ameaçar alguém a fazer algo que não queira é considerado coerção. Um exemplo clássico é quando a mãe ameaça a bater, tirar os brinquedos ou vídeo game do filho caso ele não coma ou tire nota baixa na escola.

É possível encontrar também em organizações, mas não somente na forma pejorativa, mas como forma de motivação aos funcionários. Por exemplo: o chefe pressiona seus funcionários a vender certa quantia, caso não consigam eles não ganham comissão. Nas organizações é possível também encontrar o abuso de autoridade, ou seja a coerção de algum chefe sobre seu subordinado.

Se a prática da coerção for constante, pode se considerar esse ato como escravidão. É comum perceber nas áreas militares, onde muitas vezes a violência não é somente verbal, mas físicas, morais e psicológicas aos subordinados de cargos altos.

Coerção ou coação

Coerção significa o poder legal que as autoridades têm em impor leis e obrigar ao seu cumprimento. Coação pode significar uma forma de violência física ou verbal que obriga uma pessoa a agir contra sua vontade ou que a impede de agir.

Coerção e Suas Implicações

Livro que apresenta as características gerais do ato coercitivo e as formas de como lidar com esse tipo de ocorrência no momento em que se dá. Além disso, oferece elementos importantes para uma discussão sobre o assunto. Tópicos como punição, defesa, fuga, esquiva são tratados de forma séria e delicada, dando ao tema a atenção que ele merece. O autor mostra o quanto a coerção está presente em quase todos os segmentos da sociedade e propõe maneiras de se orientar para lidar com eventos desta natureza de forma madura e legal.


Autor: Murray Sidman;
Editora: Psy;
Ano: 2009;
Idioma: Português;
Nº de Páginas: 292.


Referências:

Discriminação e preconceito nos âmbito social e laboral

“Discriminação e preconceito – Da Convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho à Constituição Federal.”

É comum confundirmos discriminação e preconceito. No dicionário Aurélio, a definição de preconceito é ideia preconcebida. Na segunda acepção é suspeita, intolerância, aversão a outras raças, credos, religiões. Já discriminação é ato ou efeito de discriminar. Tratamento preconceituoso dado a certas categorias sociais, raciais, etc.

Analisando, então, podemos deduzir que o preconceito pode permanecer só no aspecto interno. Sem que tenha uma correspondência na prática. Pode não se materializar nas ações.Enquanto que a discriminação é tida como algo que decorre do preconceito, fazendo com que determinados segmentos, grupos ou atividades sejam excluídos ou estigmatizados.

Uma forma corriqueira de discriminação é aquela referente ao nível social, à raça, religião, opção sexual.

A convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho considera discriminação toda distinção, exclusão ou preferência que tenha por fim alterar a igualdade de oportunidades ou tratamento em matéria de emprego ou profissão, exceto aquelas fundadas nas qualificações exigidas.

A Constituição Federal iguala homens e mulheres em direitos e deveres, proíbe diferença de critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.

A legislação procura respaldar o trabalhador, evitando restrições no acesso ao trabalho, que não sejam as naturais decorrentes de melhor ou maior qualificação para a função. Em função disto existem políticas de inserção, através de ações afirmativas para portadores de necessidades especiais, para negros, índios, visando à inserção e conseqüente redução da exclusão.

O resultado de uma pesquisa realizada pelo Grupo Catho, realizada em 2005 chamou minha atenção. Segundo a pesquisa feita com executivos, estes confirmaram que existe discriminação com relação à admissão de obesos, o que afeta, inclusive, os salários.

Além da qualificação normal para o exercício de determinada função, que hoje exige muito mais do que era exigido há uma década, para a mesma função (nível de escolaridade, conhecimentos de línguas, diversos programas de informática, experiência comprovada, perfil pró-ativo, etc.) o candidato tem que ser magro, pois o magro tem mais chance de admissão e salários maiores.

A pesquisa revela que a sociedade discrimina o obeso, rotula a obesidade como um desvio social, fruto da falta de autocontrole e não como uma doença a ser tratada. Certamente isto leva a um sentimento de rejeição.

Dados da Organização Mundial de Saúde dizem que mais de um bilhão de pessoas no mundo tem excesso de peso, podendo chegar a um 1,5 bilhão antes de 2015 e isto não se constitui problema só nos países ricos.

A obesidade está diretamente relacionada com a maior ingestão de sal, gordura, açúcar, no que se refere ao costume alimentar, associado à diminuição de atividades físicas, ao exercício de tarefas ou desempenho de profissões sedentárias, ao aumento do uso dos meios de transporte, aos avanços tecnológicos que auxiliam na execução de tarefas, modificação do tipo de lazer, que era mais ao ar livre, passando a se resumir à frente da televisão, do dvd, do videogame, provocando menos gasto de calorias.

Embora o resultado tenha sido aferido em pesquisa e saibamos que é real, é difícil de ser constatado, permanecendo velado e sendo sentido com intensidade por aquela pessoa que é alvo das ações discriminatórias.

A ditadura da beleza (porque o conceito é que só o magro é belo) invade não só o mercado da moda, mas o mercado de trabalho em geral. O obeso sofre a discriminação desde a infância, nos bancos escolares, nos relacionamentos, no acesso ao emprego e no exercício de determinadas funções, na prática de esportes (nem o “fenômeno” escapou).

É necessário incentivar alimentação saudável, prática de atividades físicas, acompanhamento médico e terapêutico em alguns casos, busca de esclarecimentos visando à manutenção da saúde, melhor rendimento nas atividades, aprimoramento da qualidade de vida, o que sem dúvida melhora a autoestima o que conduz o indivíduo a uma nova postura na sociedade, sobrepujando-se à discriminação que é alvo.


Fonte:

Departamento Pessoal – O que é e qual sua importância?

“O Departamento Pessoal é uma área especializada na gestão dos funcionários da empresa. Ele administra a folha de pagamento, férias, benefícios, atestados, marcação de ponto e passivos trabalhistas. O departamento pessoal é também encarregado principalmente das questões burocráticas relacionadas aos colaboradores, garantindo a correta emissão e gerenciamento de documentos.”

Ter uma empresa é um verdadeiro desafio, não é mesmo? Fazer a gestão dos colaboradores, controlar sua frequência, arquivar toda a documentação e garantir que as normas trabalhistas estão sendo cumpridas não é fácil. Para cuidar disso tudo, existe o Departamento Pessoal, setor que realiza a administração da mão-de-obra do negócio.

Ele é fundamental para garantir a qualidade dos processos e para manter a organização dos registros dos profissionais no empreendimento.

O DP, forma coloquial de se referir ao Departamento Pessoal, é uma área especializada na gestão dos funcionários da empresa. Ele gerencia a folha de pagamento, férias, benefícios, atestados, marcação de ponto e passivos trabalhistas.

Ou seja, o setor está encarregado principalmente das questões burocráticas relacionadas aos colaboradores, garantindo a correta emissão e gerenciamento de documentos. Dessa forma, há mais agilidade e eficiência no controle desses fatores. Além disso, ele é fundamental para o cumprimento de normas trabalhistas no empreendimento.

Funções do departamento pessoal?

O departamento pessoal cuida de uma série de tarefas burocráticas ligadas à mão de obra do negócio. Entenda melhor:

Documentação dos profissionais

Quando um candidato entra na empresa, existe uma documentação que deve ser emitida e recebida. O departamento pessoal se encarrega também dos contratos, anotações na carteira de trabalho e folha de ponto, sendo que ele realiza essas tarefas desde a admissão até a rescisão.

Isso significa que o setor é responsável por manter os papéis em ordem, garantindo a efetivação das normas trabalhistas e o respeito aos critérios definidos pelo governo. Isso permite que a sua corporação fique regularizada e que você evite passivos trabalhistas.

Acompanhamento de frequência

Seja o cumprimento da jornada, as horas extras, adicionais noturnos ou banco de horas, é fundamental que a organização gerencie bem a frequência do time. Se ela não fizer isso, podem aparecer irregularidades para realizar a gestão das remunerações e vários outros entraves, incluindo problemas na Justiça do Trabalho.

O DP tem a função de administrar as horas trabalhadas pelos colaboradores, fazendo os registros e montando as escalas de horários dos profissionais. Depois, todas essas ações são integradas com a folha de pagamento.

Folha de Pagamento

A folha de pagamento envolve uma ampla variedade de fatores, incluindo o salário, os benefícios, décimo terceiro e os recolhimentos de taxas como imposto de renda, contribuição sindical, INSS e FGTS. É papel do departamento pessoal gerenciar essas questões para garantir que os cálculos sejam feitos corretamente. Assim, os abatimentos seguem a norma estabelecida pelos órgãos federais.

Além disso, a gestão dos benefícios também é fundamental para o cálculo correto da folha. É preciso garantir que o profissional tenha os seus direitos assegurados e que o desconto feito sobre a remuneração esteja adequado às normas e dentro do que foi definido em contrato.

É muito comum em pequenas e média empresas que exista um escritório contábil externo contratado para processar a folha de pagamento, ou seja, para calcular os impostos e emitir as guias fiscais para as autoridades. Nesses casos, o DP normalmente abastece a Contabilidade com os dados sobre remuneração e descontos de cada colaborador (incluindo eventuais faltas e atrasos acusados na marcação de ponto), de modo que fique a cargo do contador calcular todos os impostos.

Gestão de licenças e férias

O departamento pessoal administra as licenças, atestados, afastamentos e acidentes de trabalho. Ele recebe esses arquivos, integra com a folha de pagamento e administra o contato com órgãos públicos.

Além disso, o setor também é responsável por acompanhar as férias dos colaboradores, realizando os registros necessários e monitorando se os períodos estão sendo cumpridos. Com isso, os profissionais podem ter suas férias no momento definido, sem imprevistos e erros nos prazos.

Representação junto a órgãos oficiais e fiscais

Em algumas empresas, o próprio DP emite diversos documentos para os órgãos fiscais, como a GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social), a Guia da Previdência, declarações da CIPA e do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), entre outros. Além disso, ele é quem recebe e gerencia os registros de passivos trabalhistas.

Dessa forma, o setor de administração de pessoal é o principal representante da organização para o diálogo com instituições oficiais. Ele emite diversos arquivos que garantem a regularidade da situação da empresa.

Importância do Departamento Pessoal para a empresa?

O departamento pessoal é fundamental para a companhia porque ele é o principal responsável para que as leis trabalhistas sejam seguidas, evitando quaisquer passivos desnecessários.

Ele dá conta de um grande volume de documentos do empreendimento, colocando ordem nesses papéis. Seja qual for o tamanho da corporação, há muitos registros para cada colaborador e vários detalhes para serem acompanhados. Então, é fundamental ter uma área especializada para trabalhar com esses materiais.

O DP também media o contato da empresa com diversos órgãos públicos, emitindo guias e declarações fundamentais para a situação do empreendimento se manter regularizada. Dessa forma, é possível fiscalizar o cumprimento das normas e evitar um eventual processo trabalhista para a companhia.

E então, gostou de saber o que é departamento pessoal e a importância dele para a empresa? Se tiver dúvidas, sugestões ou quiser falar sobre sua experiência no assunto, deixe o seu comentário!


Fonte:

Comunicação Não Violenta

“Técnicas Para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais”

Nota: 8,00.

O livro é definido pela sua editora como um manual didático paras as pessoas com dificuldades de se fazer entender e de entender as pessoas num diálogo em qualquer tipo de circunstâncias. Obviamente, todos os que têm algum tipo de dificuldade de relacionamentos verão aqui, uma possibilidade de melhorar em muitos pontos. Mas calma que não é simples assim.

A metodologia utilizada pelo autor se diz voltada para aprimorar os relacionamentos interpessoais e diminuir a violência no mundo. Tal afirmação parte de um ponto de vista inusitado e muito coerente que se debruça sobre o modo de se comunicar das pessoas. É fato que muitos se comunicam de forma inadequada, mas também é verdade que muitos mais ainda, o fazem de forma inconsciente.

Portanto, tomar consciência da fala desproporcional é requisito básico para a leitura deste livro, pois pressupõe a busca de ajuda.

E, por falar em “buscar ajuda”, aqui reside outro ponto fundamental do livro, pois ele pretende ser declaradamente um manual de “auto-ajuda”. E, como sabemos, muitos têm bloqueios com esse tipo de conteúdo, por sentir dificuldade em admitir que precisa de ajuda. Mas a proposta do livro é justamente ajudar às pessoas a identificar em si mesmas, aquilo que se coloca como impeditivo de realizar o seu potencial.

Nesse contexto, a linguagem aqui utilizada busca ser didática, mas também – e, principalmente por isso – é demasiadamente branda, tornando a leitura sacal e podendo fazer com que muitos desistam do livro ao longo do processo de leitura.

No entanto, aqueles que estão certos de que podem ser beneficiados por mínimo que seja, certamente encontrarão formas de chegar ao final. Já outros, não terão a mesma paciência. Porém, este que vos escreve se encaixa no primeiro grupo e resistiu bravamente. O termo “bravamente” foi utilizado propositalmente para enfatizar que ninguém deve fazer qualquer coisa por sacrifício. Afinal, o que funciona para um não funciona necessariamente para todos.

Seja como for, é importante ter em mente que o livro sozinho não fará nada por ninguém, portanto, exige esforço de atenção e de compreensão daquilo que é essencial. Mais do que isso, para certificar-se de que esta no caminho desejado, o leitor deverá buscar feedback de pessoas em quem confia com vistas a confirmar as percepções que tem sobre si e sobre sua forma de dialogar.

Por isso, como tudo na vida varia conforme as circunstâncias, o maior desafio é o de aprender a interpretar a si próprio e sua forma de atuar nos ambientes em que interage, para assim, dar respostas mais ou menos apropriadas nas diversas situações do cotidiano.

Ao conseguir achar uma forma – o seu timing – de iniciar este aprendizado, perceberá que o livro começara a produzir os efeitos almejados.


Autor: Marshall B. Rosenberg;
Editora: AGORA;
Ano: 2006 (1ª Edição);
Idioma: Português;
Nº de Páginas: 288.

Competição X Colaboração: ideias para um comportamento inteligente no mercado [3]

“Parte Final”

Na realidade moderna, o modelo de mercado capitalista, ou seja, o modelo que faz circular com mais velocidade tudo aquilo que agrega valor capital e com menos velocidade aqueles produtos que têm pouca ou nenhuma importância monetária, dá ao instrumento das redes importância sem igual. Se você tomar por base a Lei de Darwin, então pode imaginar que o maior organismo vivo irá se sobrepor aos organismos de menor porte. Isso explica, em parte, a cadeia alimentar naturalizada pela necessidade de sobrevivência. Contudo, é possível observar que o mesmo conceito do darwinismo pode ser aplicado aos negócios. É o que chamamos de darwinismo empresarial.

Utilizando a mesma sequência lógica de raciocínio, no darwinismo empresarial, você pode observar as maiores empresas se sobrepondo às menores, em uma busca insana pela sobrevivência. A partir dessa realidade, colaborar em redes passou a ser a pauta do dia para os pequenos negócios, sobretudo no Brasil. Como você sabe, nem todos possuem tudo que querem; então, em determinado momento, alguém vai comercializar mais do que os outros, gerando concentração de riquezas. Isso parece um processo naturalizado no modelo capitalista de mercados. O que pode ser feito? Nossa reação ganha força nas redes colaborativas. Ou seja, não adianta mais somente o senso de redes, agora, é preciso que elas colaborem mutuamente.

Podemos citar várias formas de redes: associações, cooperativas, Arranjos Produtivos Locais (APLs), Redes de Negócios etc., mas o fundamental é a liga que essas diferentes formas possuem para dar vida à primeira motivação de quem as procura, ou seja: a sobrevivência.

As redes colaborativas dão importância de vida ao empreendedorismo no mercado. Esse mecanismo nada mais representa que uma capacidade humana muito relevante que, quando exposta a determinada necessidade, permite novas formas de fazer, reagindo ou antecipando o cenário dado. Como todo processo social, este não se apresenta de forma mais simples. O movimento de empreendedorismo se apresentou ao mundo moderno como instrumento alavancador de processos novos e descobridor de combinações e possibilidades pouco comuns até se reverberar em inúmeros desafios, acentuando diversos mecanismos na estrutura social dentre eles a empresa.

Com isso, temos o empreendedor de negócios, o empreendedor social, o empreendedor ambiental e assim por diante. Em outras palavras, o ser humano possui extrema facilidade adaptativa e o empreendedorismo é, sem dúvidas, o seu instrumento mais efêmero. Para ilustrar, convém lembrar Castells (2000), quando afirma que as transformações sociais são tão drásticas que se irrompem em um conjunto de decisões estratégicas particularistas e historicamente enraizadas de relações cada vez mais bipolarizadas (erradamente) entre a rede e o ser. Esse processo, de aspecto maniqueísta, desconfigura a possibilidade de avanços concretos representando quase uma alienação social, saindo do abstrato para o concreto, do universal para o particular.

Projetar uma resposta direta para definir empreendedorismo em rede talvez não seja de todo prudente neste momento, posto que apontamos apenas algumas noções introdutórias sobre esses dois conceitos de altíssima complexidade. Uma resposta direta também não seria interessante; nosso papel aqui é aflorar a discussão e o debate. Afinal, quem sabe não consigamos, juntos, nos convencermos de que o fenômeno da colaboração, quando associada

ao empreendedorismo, é um mecanismo importante para nossas novas demandas sociais, políticas, ambientais e institucionais?

Temos que admitir a necessidade de algumas ações de mobilidade social nesta emaranhada dinâmica pós-fordista trazida à tona pelo capitalismo moderno. Entre esses mecanismos, encontra-se o empreendedorismo de mercado.

Dentro do processo empreendedor, parece que a sociedade está sempre posta à competição da forma mais predadora possível, causando profundos efeitos negativos no seu tecido. Tal apologia à competição, que muitos chamam de empreendedorismo, dá valor apenas aos ganhadores, e, lembrando-se do darwinismo empresarial, esse valor se direciona apenas a alguns extratos da sociedade.

É preciso que predomine uma nova Economia, mais igualitária, mais solidária e, sobretudo, mais significativa como alternativa aos mais pobres ou aos pequenos. Talvez possamos alcançar parte desse esforço dando uma nova cara ao empreendedorismo. Mas como isso seria possível? Singer (2010) afirma que a saída é “a associação entre os iguais em vez do contrato entre os desiguais”.

Talvez um empreendedorismo solidário ao invés do competitivo ou de mercado contribua muito mais acentuadamente para esse louco processo de produção e consumo.

A condução de um projeto bem interessante de empreendedorismo juvenil de base tecnológica no Ceará permitiu fazer com que o jovem cearense pudesse criar “musculatura intelectual” e vencer os novos desafios (social, econômico e ambiental) do nosso Estado. De uma forma ou de outra, houve uma inversão da lógica dos seus planos de negócios, de modo que compreendessem que suas atividades empreendedoras, na sua cidade, teriam mais sucesso por seus impactos culturais e sociais do que pelo seu valor econômico. Trocando em miúdos, os jovens que, antes, eram vítimas do êxodo rural (realidade para a maioria dos jovens do semiárido cearense), agora, passaram a enxergar que, unindo forças, podem atender às demandas da sua própria localidade. Há um relato de um desses jovens que fazia planos de ir embora para a capital (Fortaleza), mas, depois de compreender sua importância na cooperativa incubada no projeto, acabou ressignificando sua identidade, cooperando com seus colegas e assumindo uma nova postura diante da sua realidade. Em outras palavras, neste caso exclusivo, contribuímos para uma nova interpretação de empreendedorismo

Perceba que o garoto deixou de ir para a capital, onde teria potencial de mercado muito maior, para ficar na sua região. Neste momento, ele preferiu a associação entre os iguais ao contrato entre os desiguais. Isso seria o novo tom do empreendedorismo. Caso contrário, estaremos reproduzindo meramente a ciranda do mercado. Isso lembra Paulo Freire, que cunhou uma expressão muito própria para este debate: “quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é se tornar opressor”. Você pode substituir a palavra “educação” por “empreendedorismo” no texto do pensador para uma melhor compreensão destes conceitos.


Fonte:

Economia de Empresas. UniAteneu, 2019.
Autores:
-Rafael dos Santos da Silva
-Charlles Franklin Duarte.

Competição X colaboração: ideias para um comportamento inteligente no mercado [2]

Continuação:

Na realidade moderna, o modelo de mercado capitalista, ou seja, o modelo que faz circular com mais velocidade tudo aquilo que agrega valor capital e com menos velocidade aqueles produtos que têm pouca ou nenhuma importância monetária, dá ao instrumento das redes importância sem igual. Se você tomar por base a Lei de Darwin, então pode imaginar que o maior organismo vivo irá se sobrepor aos organismos de menor porte. Isso explica, em parte, a cadeia alimentar naturalizada pela necessidade de sobrevivência. Contudo, é possível observar que o mesmo conceito do darwinismo pode ser aplicado aos negócios. É o que chamamos de darwinismo empresarial.

Utilizando a mesma sequência lógica de raciocínio, no darwinismo empresarial, você pode observar as maiores empresas se sobrepondo às menores, em uma busca insana pela sobrevivência. A partir dessa realidade, colaborar em redes passou a ser a pauta do dia para os pequenos negócios, sobretudo no Brasil. Como você sabe, nem todos possuem tudo que querem; então, em determinado momento, alguém vai comercializar mais do que os outros, gerando concentração de riquezas. Isso parece um processo naturalizado no modelo capitalista de mercados. O que pode ser feito? Nossa reação ganha força nas redes colaborativas. Ou seja, não adianta mais somente o senso de redes, agora, é preciso que elas colaborem mutuamente.

Podemos citar várias formas de redes: associações, cooperativas, Arranjos Produtivos Locais (APLs), Redes de Negócios etc., mas o fundamental é a liga que essas diferentes formas possuem para dar vida à primeira motivação de quem as procura, ou seja: a sobrevivência.

As redes colaborativas dão importância de vida ao empreendedorismo no mercado. Esse mecanismo nada mais representa que uma capacidade humana muito relevante que, quando exposta a determinada necessidade, permite novas formas de fazer, reagindo ou antecipando o cenário dado. Como todo processo social, este não se apresenta de forma mais simples. O movimento de empreendedorismo se apresentou ao mundo moderno como instrumento alavancador de processos novos e descobridor de combinações e possibilidades pouco comuns até se reverberar em inúmeros desafios, acentuando diversos mecanismos na estrutura social dentre eles a empresa.

Com isso, temos o empreendedor de negócios, o empreendedor social, o empreendedor ambiental e assim por diante. Em outras palavras, o ser humano possui extrema facilidade adaptativa e o empreendedorismo é, sem dúvidas, o seu instrumento mais efêmero. Para ilustrar, convém lembrar Castells (2000), quando afirma que as transformações sociais são tão drásticas que se irrompem em um conjunto de decisões estratégicas particularistas e historicamente enraizadas de relações cada vez mais bipolarizadas (erradamente) entre a rede e o ser. Esse processo, de aspecto maniqueísta, desconfigura a possibilidade de avanços concretos representando quase uma alienação social, saindo do abstrato para o concreto, do

universal para o particular.

Projetar uma resposta direta para definir empreendedorismo em rede talvez não seja de todo prudente neste momento, posto que apontamos apenas algumas noções introdutórias sobre esses dois conceitos de altíssima complexidade. Uma resposta direta também não seria interessante; nosso papel aqui é aflorar a discussão e o debate. Afinal, quem sabe não consigamos, juntos, nos convencermos de que o fenômeno da colaboração, quando associada ao empreendedorismo, é um mecanismo importante para nossas novas demandas sociais, políticas, ambientais e institucionais?


Fonte:

Economia de Empresas. UniAteneu, 2019.
Autores:
-Rafael dos Santos da Silva
-Charlles Franklin Duarte.

Competição X colaboração: ideias para um comportamento inteligente no mercado [1]

“Com o capitalismo, vem a competitividade, presente em todas as áreas”

Precisamos aceitar o fato de que o capitalismo, por sua veia competitiva, tornou-se dominante, e isso, sob certa medida, tornou-se natural ou normal. Neste sistema, a competitividade deve alcançar todos os ambientes. Cada vaga de emprego deve ser disputada

até as últimas circunstâncias. Os produtos devem ser ofertados a todos e vendidos a quem possa pagar. O mesmo se aplica às vagas universitárias, pelas quais cada vestibulando disputa

como peso descomunal.

Singer (2010) lembra que este movimento pode ser bom a partir de dois pontos de vista: o primeiro é que a competição permite melhores escolhas aos consumidores, influenciando o preço. O segundo é que os melhores vencerão, pois aqueles que prestam melhores serviços ou produtos galgarão melhores espaços. Isso gera, necessariamente, um vencedor e um perdedor. Está aí, talvez, o principal problema deste modelo: uma verdadeira apologia ao vencedor, enquanto o perdedor é relegado à penumbra.

Isso vale para a empresa que prestou melhor serviço, mas vale também para o aluno que não conseguiu vaga no vestibular público, levando à falsa sensação de que os vencedores acumulam vantagens e os perdedores acumulam desvantagens. Para Singer (2010), isso produz profundas desigualdades. O autor argumenta que este modelo se encaminha (talvez sem saber) para um abismo. A saída para isso é a cooperação em vez da competição gratuita.

Esse pensamento não é assim tão distante. Por exemplo, você consegue imaginar qual a semelhança entre o Facebook, a Wikipédia e a primeira campanha presidencial de Barack Obama? É que todos funcionam, ou funcionaram, sob o sistema de colaboração. O Facebook espera que as pessoas associadas em seu sistema postem, voluntariamente, suas mensagens; a Wikipédia permite, por meio de plataforma aberta, que pessoas espalhadas pelo mundo

façam parte da construção dos seus bancos de dados; e não faltou quem atendesse aos chamados inéditos de um candidato à presidência da república dos Estados Unidos para doar quantias mínimas, mas suficientes para conduzir o primeiro presidente negro à Casa Branca.

Ao falar de sociedade, isso fica mais complexo ainda e carece de várias definições, mas é fundamental projetar ali as grandes transformações sociais, tecnológicas, econômicas, culturais, políticas etc. Rapidamente, saímos do modelo de produção artesanal e alcançamos a fase industrial, a revolução da tecnologia e do conhecimento e outros elementos que deram um tom confuso e transitório às formas de negociar, dominar e articular a dinâmica do mundo moderno que alcança a população de maneira multidimensionada.

Paralelo a isso, vimos o sistema capitalista se tornar perverso (in natura) com os excluídos e exigir crescente readaptação dos incluídos, que amplia e intensifica conflitos ao mesmo tempo em que dissemina mercados, negócios e mão de obra em um irreversível ciclo segmentado de poderes cada vez mais difusos. Tudo isso, quando analisado em conjunto, nos põe em uma única rota de sobrevivência resumida em um termo: redes de relacionamentos.

Continua…


Fonte:

  • Economia de Empresas. UniAteneu, 2019. Autores: Rafael dos Santos da Silva / Charlles Franklin Duarte.