Estratégias competitivas – Técnicas para Análise da Indústria e da Concorrência

ATENÇÃO: esta análise foi publicada originalmente em 2009 num cenário local e distinto do atual. Contudo, a leitura vale a pena como parâmetro entre as épocas e conjunturas”

A obra, de autoria Michael Porter, propõe que todo produto que se pretende lançar ao mercado deve ter antes dissecada as cinco forças que dirigem a concorrência nas indústrias. São elas: os fornecedores de matérias-primas; os entrantes potenciais, ou seja, os futuros concorrentes; os concorrentes na indústria, que são os concorrentes que já estão no mercado; os compradores, ou público-alvo do produto; e, finalmente, os substitutos, que é por onde se pode detectar no mercado produtos que podem substituir o que se pretende oferecer e avaliar se isso representa um risco ao projeto.

“A essência da formulação de uma estratégia competitiva é relacionar uma companhia ao seu meio ambiente… o aspecto principal do meio ambiente da empresa é a indústria ou as indústrias em que ela compete.” (Porter, 1991, pg. 22)

Estrutura I

No nosso entendimento, um jornal vespertino em Porto Alegre só seria viável se ele fosse distribuído gratuitamente. Obviamente, o sistema de assinaturas seria descartado. Sua circulação deveria iniciar entre às 16h30 e 17h. E chegaria até os pontos de distribuição em motos e lá, distribuídos por funcionários terceirizados. Para que atingisse seu público-alvo, ele deveria ser distribuído em locais específicos. Em pontos de dispersão da cidade como nas estações de trem, na rodoviária, no pontos finais e de partida de ônibus da região metropolitana, nos shoppings e no aeroporto.
Assim, a distribuição seria concentrada, mas o leitor, ao levar o jornal para sua casa ou para o local para o qual se dirige, faria a distribuição capilar do impresso para seus familiares, amigos e colegas de trabalho.

Estrutura II

A principal função deste veículo seria atualizar o que ocorreu até a manhã do dia da publicação do periódico e adiantar as pautas do dia seguinte. O que lhe garantiria uma boa cobertura dos fatos mundiais, graças à diferença de fusos horário. Suas principais editorias seriam economia, política e internacional. Não conseguimos, no entanto, determinar o peso das editorias de esporte e entretenimento neste veículo, até porque seria, em um primeiro momento, difícil determinar qual público mais se identificaria com o produto o que, consequentemente, determina uma maior ênfase ou não sobre o entretenimento e o esporte. Os textos, por serem lidos em veículos em movimento, deveriam contar com fontes grandes, além de trazer bastante fotojornalismo, ilustrando as reportagens, facilitando o reconhecimento das matérias. Além disso, no ônibus e no trem, ao fim do dia, com os olhos mais cansados, as pessoas preferem ler textos curtos, e não teriam como se concentrar em uma leitura longa. Outro fator importante é que não seria possível efetivar uma sessão de classificados porque ela demanda uma equipe muito grande de captadores desses anúncios e há a questão de agrupá-los e diagramá-los, que tiraria a agilidade que esse veículo precisa ter, além de representar uma renda ínfima para esse veículo.

Concorrentes na Indústria

Segundo Poter, antes de propor um novo produto, é importante analisar os impactos nos concorrentes. No caso de um jornal vespertino em Porto Alegre, deveriam ser levados em conta a reação dos cinco matutinos da Capital: Zero Hora, Jornal do Comércio, Correio do Povo, O Sul e Diário Gaúcho. Eles seriam afetados, sim, pois teriam suas pautas ampliadas ou antecipadas pelo vespertino. Além disso, haveria um maior rateamento da publicidade, o que provavelmente acarretaria reações administrativas nesses veículos, embora elas não sejam previsíveis em um primeiro momento.

Ameaça de Produtos ou Serviços Substitutivos

Como dissemos anteriormente, os entrantes são aqueles produtos que se entrarem no mercado, podem substituir o produto que se pretende lançar. Nossa análise leva em conta três substitutivos: 1) Internet: É pequena a parcela de pessoas que tem acesso à Internet durante o horário de trabalho e menos ainda no retorno para casa. Especialmente porque a internet móvel não é acessível à maioria das pessoas que usam o transporte público na capital gaúcha, por seu alto valor e por ainda não contar com um bom aparato técnico que disponibilize essa tecnologia aos usuários desses meios de transportes. 2) Rádio: o rádio atualiza rapidamente as pessoas, mas não aprofunda seus conhecimentos a respeito do assunto. O ouvinte que estiver ouvindo o rádio ao final da tarde tem uma noção das matérias que foram destaque ao longo do dia. Ao passo que o leitor do vespertino, ao ler sobre estes destaques estará melhor informado, primeiro porque haverá ali um maior número de informações sobre o assunto e, em segundo, porque, geralmente, as pessoas gravam mais o que podem ver, a matéria escrita, do que o que elas podem apenas ouvir, caso da notícia em rádio. 3) Telejornal: a linguagem televisiva também apresenta a superficialidade do rádio. Mas, em contrapartida é mais atrativo. Por enquanto, a 4) TV digital não é uma realidade, então, muitas pessoas estão fora de casa, ao menos no horário do telejornal local. E mesmo que se crie a meio prazo o hábito da TV digital no retorno para casa e que ela se popularize a ponto de massivamente atingir as classes C, D e E, o jornal continua tendo características intrínsecas que fazem com que muitos o leiam pela manhã ao invés de assistirem aos telejornais matutinos, o que pode ocorrer também com os vespertinos.

Poder de Negociação dos Fornecedores

Um vespertino, para ser viável em Porto Alegre atualmente, deveria ser pago através da sua publicidade. Provavelmente, haveria espaço apenas para grandes anunciantes de meia ou página inteira. Para atraí-los, haveria como criar uma parceria com agências publicitárias que, quanto mais anunciantes trouxessem para o veículo, maior seria a porcentagem de participação desses anúncios que elas receberiam como incentivo. Outro fornecedor importante para o jornal é a indústria do papel. Atualmente esta é altamente disponível, o que reflete nos custos do produto. Além disso, quanto aos recursos humanos, a capital gaúcha conta com um número bastante grande de profissionais disponíveis. Quanto ao parque gráfico, é o fornecedor que mais exigiria esforços financeiros. De qualquer forma, seria possível encontrar diversas gráficas na cidade ou ainda na região metropolitana.

Poder de Negociação dos Compradores

Os compradores do jornal seriam o seu público-alvo, que o receberiam gratuitamente. O veículo pretende ser um jornal metropolitano, isto é, abrangendo a capital, Porto Alegre, e a região metropolitana que a circunda. O veículo não pretende exatamente atingir o público classe A, mas circular por diversas classes, já que muitas pessoas que frequentam o transporte público metropolitano não são necessariamente das classes de menor rendimento financeiro. Além disso, pretende-se fazer a distribuição do material em shoppings, na Capital, o que, com certeza, afetaria um público com maior poder aquisitivo. Então, neste primeiro momento, o jornal deveria ter uma linguagem mais aberta para que com o passar do tempo, pudesse ir se adaptando e atingindo com maior eficácia o público que mais se identificasse com ele.

Entrantes Potenciais

Caso se crie um vespertino na cidade, não se espera a entrada imediata de novos concorrentes pós-abertura do periódico, especialmente porque a direção da Caldas Júnior, detentora do maior know-how sobre vespertinos na cidade já se manifestou relutante à reabertura da Folha da Tarde. A maior empresa de comunicação do Estado, a RBS, na década de 1990, já fez sua tentativa com o vespertino Hoje e o retirou do mercado algum tempo depois, pela baixa rentabilidade e por desinteresse do mercado. No entanto, é preciso observar que, readquirida a cultura dos vespertinos na cidade, é possível a entrada de concorrentes no setor – a médio ou longo prazo, o que não poderia ser previsto em um primeiro momento.


Autor: Michael Porter;
Editora: Campus;
Idioma: Português;
Ano: 1986.

Fonte:

Sobrevivência no Mercado – Uma reflexão sobre Inteligência Empresarial

Conteúdo reproduzido do site administradores.com

O presente artigo foi escrito por Wagner Cardoso, Bacharel em Administração de Empresas, que estudou e analisou questões cruciais para a sobrevivência das empresas. O texto é pertinente e merece atenção:

“Ferramentas Estratégicas para sobrevivência Empresarial”

No mundo globalizado em que vivemos, diante da facilidade da comunicação e transição da informação e as rápidas mudanças tecnológicas, exige-se dos empresários modernos um alto nível de adaptabilidade, nível este, que deverá ser obtido através da justa alocação dos conhecimentos científicos da administração, com ferramentas técnicas específicas que os possibilitem tomar uma posição estratégica garantindo suas sobrevivências, tendo em vista o alto grau de competitividade em que as organizações deparam-se nos dias de hoje. Este projeto tem como foco o estudo de ferramentas que poderão ser utilizadas estrategicamente, buscando seu entendimento e suas utilizações desde seu princípio básico, para que obtenha melhor compreensão de seus conceitos e aplicabilidade. Os pontos abordados serão: Administração estratégica – É uma administração futurista que envolve sistemas, métodos e técnicas que visam o progresso da organização com resultados almejados, pré-definidos que deverão ser atingidos e envolve a empresa como um todo. Ferramentas estratégicas – Planejamento estratégico, organização estratégica, direção estratégica, controle estratégico, desenvolvimento estratégico, informação como ferramenta estratégica, Marketing como ferramenta estratégica e qualidade total como ferramenta estratégica.

INTRODUÇÃO

A estratégia teve sua origem nas atividades militares, com a comprovação da importância de sua utilização, para a obtenção dos êxitos alcançados por eles, o setor empresarial começou então, a estudá-las e aplicá-las em suas organizações. No mundo de hoje, as organizações deparam-se com mercados altamente competitivos, onde somente aqueles que se preparam para enfrentá-los conseguem sobreviver. A sobrevivência ocorre por meio de diferenciais constituídos em seu preparo, e como exemplos desses importantes diferenciais, configuram-se as ferramentas estratégicas, pois como o próprio termo sugere, a partir da aquisição dos conhecimentos dessas ferramentas, permite-se à organização posicionar-se estrategicamente no mercado em que atua, tornando-se mais competitiva. Nessa concorrência acirrada, pequenos detalhes podem determinar quem irá sobreviver, por isso a importância da utilização da inteligência empresarial, os mais inteligentes sobreviverão.

Como as organizações podem sobreviver no mundo atual? Em que as ferramentas estratégicas podem contribuir?

a decorrência desse estudo, serão apresentadas a importância da utilização da inteligência empresarial e quais as ferramentas que podem ser utilizadas que permitem um posicionamento estratégico. Essa pesquisa se limitará a demonstrar as ferramentas estratégicas para sobrevivência empresarial no setor privado brasileiro, como essas ferramentas podem contribuir com as empresas instaladas no Brasil. Este tema torna-se pertinente, uma vez que, as empresas encontram um alto nível de competitividade, dadas às situações que enfrentam na atualidade, causadas principalmente, pela facilidade da troca de informações e obtenção do conhecimento, proporcionadas pela globalização.

Objetivando destacar a importância da utilização das ferramentas estratégicas para a sobrevivência das organizações, este projeto mostra como as ferramentas estratégicas contribuem para que as organizações orientem-se, posicionando-se estrategicamente no mercado utilizando-as como fator diferencial, tornando-se mais competitiva que suas concorrentes.

Estudos e reflexões sobre a inteligência na sua forma mais comumente conhecida não são uma preocupação recente da humanidade. A inovação está na utilização desta questão sob um enfoque empresarial, que resulta em um processo que busca, a partir de dados brutos, transformá-los em informações importantíssimas, que anteriormente eram dispersas e sem grande utilidade, alocando-as a uma gestão inteligente.

Segundo Paiva (www.ead.fea.usp.br) “a inteligência humana é considerada uma máquina fabulosa e perfeita, contudo não teve ainda todos os seus mistérios desvendados”.

Atualmente, muito mais do que no passado essa inteligência tem sido solicitada para auxiliar a solução para os grandes problemas que a humanidade enfrenta.

As organizações, em particular, têm necessitado bastante do poder de imaginação, de criação e inovação, para superar os obstáculos e as barreiras cada vez mais difíceis do mundo do negócio. O conhecimento e a mente humana são ingredientes essenciais na sociedade do conhecimento, daí o resgate desses elementos que, durante algum tempo, permaneceram desprezados e desvalorizados nos contextos organizacionais. A idéia de inteligência empresarial busca atribuir características próprias da inteligência humana às organizações, com o propósito de fazer com que estas reproduzam padrões humanos de comportamento e atitudes inteligentes quando se deparem com problemas a serem solucionados.

A busca da sobrevivência e do crescimento empresarial nos dias atuais baseia-se, necessariamente, no conhecimento e na utilização das idéias e ferramentas da inteligência empresarial.

Não se discute mais a necessidade da utilização de dados e informações como elementos de inteligência empresarial. O debate atual é como lidar com o volumoso número desses elementos para transformá-los em vantagem competitiva.

Neste contexto, este trabalho visa contribuir para a análise das ferramentas estratégicas, utilizadas pela inteligência empresarial que tem como finalidade fornecer fundamentos consistentes aos gestores, para que estes possam tomar decisões seguras acerca dos negócios. A tipologia quanto aos fins, segundo Vergara (2000), será descritiva e explicativa. Descritiva porque expõe os tipos de métodos e ações gerenciais utilizados em uma administração estratégica, e explicativa porque decodifica como esses métodos de ações gerenciais estratégicas são aplicados.

Quanto aos meios será telematizada, documental, bibliográfica e estudo de caso. Telematizada, porque busca informações utilizando-se da internet. Documental, porque é realizada através da análise de documentos de uma empresa privada. Bibliográfica, porque é um estudo desenvolvido com base em material publicado em livros e estudo de caso, pois se faz uma análise de uma organização privada, na utilização de seus métodos e procedimentos.


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Sistema de Informação – O que é e como funciona

“Sistemas de informação têm como premissa básica processar dados e produzir informações contextualizadas com determinado ambiente”

Sistema é um conjunto de elementos que interagem entre si. A interação destes elementos é de suma importância para que um conjunto de elementos possa ser considerado um sistema, pois sem interação, não há relação de causa e efeito. Um sistema, em síntese, nada mais é que a soma simples de duas ou mais partes. Para ser considerado “sistema”, deve ter metas para atingir e objetivos para realizar.

Os sistemas também são compostos de entradas e de saídas. Tomam dados (entradas), os processam e geram informações contextualizadas (saídas). Estas entradas podem ser de energia ou de material do ambiente e provém a saída, que é a informação, a energia ou matéria linkada a outras informações.

Podemos classificar um sistema como físico (uma televisão, um computador, um corpo humano) ou até mesmo algo abstrato como, por exemplo, um software (programa de computador). Cada sistema existe dentro de outro maior e com isso pode estar formado por o que se denomina um subsistema e partes, e ao mesmo tempo ser parte de um supersistema.

Um sistema tem limites que o diferencia no ambiente. Este limite, ou fronteira, pode ser físico (uma gabinete de um computador) ou pode ser conceitual. Se existe algum intercâmbio entre o sistema e o ambiente através deste limite, o sistema é considerado como aberto e, se ocorre justamente o contrário, o sistema é considerado fechado.

O ambiente é o meio externo que envolve de forma física ou conceitual a um sistema. O sistema tem interação com o ambiente, do qual recebe entradas (dados) e ao qual devolvem como saída. O ambiente também pode ser considerado como aliado ou como ameaça para o sistema.

Nesse momento já podemos conceitualizar ou definir o que seja sistema de informação. Esse tipo de sistema é bastante comum nos dias de hoje. É um tipo de sistema que são caracterizados pelo uso integrado de hardware, software e da ação humana que, por sua vez, é indissociável desta noção. Nesse sentido, os tipos de sistema mais comuns são os que dizem respeito aos computadores programados com sistemas informatizados cuja finalidade última é processar dados.

Exemplos de sistemas de informação comuns no dia a dia das empresas: Sistema de Folha de Pagamento, ERP, Sistema de gerenciamento de informações, etc.


REFERÊNCIAS

Autor. Editorial QueConceito. Sao Paulo.
Disponível em: https://queconceito.com.br/sistema . Acesso em: [data-na-qual-o-artigo-foi-visto]