FOCO – DANIEL GOLEMAN

“A atenção e seu papel fundamental para o sucesso”

Talvez você já tenha se ouvido falar em Mindfulness. Mas talvez não saiba exatamente o que seja nem do que se trata. Pois bem, para responder se uma forma objetiva, Mindfulness é um, este estado de consciência em que estamos com o corpo e a mente no mesmo lugar. Ou seja, é um estado de atenção plena aplicado ao momento presente em que há receptividade sem reatividade.

Esta palavra que aportuguesamos e que agora virou moda nos diversos cursos de aprimoramento que geralmente fazemos para atender a demandas da profissão, existe na comunidade científica médica e psicológica internacional há 30 anos e na psicologia budista há, pelo menos, 2500 anos. Sim, a origem do conceito “Mindfulness” é budista, mas hoje quem é responsável por sua disseminação e crescimento é a ciência.

Nesse sentido, Mindfulness nada mais é do que a habilidade de nos colocarmos conscientes e abertos às experiências do momento presente e sem julgamentos. Essa habilidade pode ser desenvolvida por meio de práticas específicas de meditação – chamadas de meditações mindfulness – que possuem resultados científicos comprovados. Estas práticas têm sido febre na região do Vale do Silício, onde as empresas consideradas mais inovadoras do mundo se concentram como Google, Apple e Twitter. Tais corporações investem em treinamentos de mindfulness para seus funcionários há tempos; há comprovação de que quanto maior o nosso nível de mindfulness, maior é nossa criatividade, nosso bem-estar e inteligência emocional.

Os especialistas afirmam que todos temos a habilidade (em maior ou em menor grau) de permanecer concentrados em algo por um determinado período de tempo. E o que é melhor, que podemos aumentar essa capacidade se nos exercitarmos regularmente.

A afirmativa acima encontra paralelo em Daniel Goleman no seu livro “Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso”. Para Goleman, o excesso de informação do mundo moderno, sobrecarrega o pensamento provocando uma série de distúrbios que culminam em níveis elevados de stress.

Na área profissional, temos que lidar diariamente com fatores que parecem agir como nossos inimigos e nos atrapalhar a toda e qualquer hora. Como exemplo ele cita o hábito de olhar e-mails, mensagens nos diversos app’s, Facebook, Twitter, etc., indisciplinadamente. No entanto, se você conseguir resistir ao impulso de deixar sua mente divagar por entre as tentações do mundo conectado, você pode ir além.

O autor constatou que normalmente uma pessoa fica distraída por mais de 40% do tempo quando lê um texto ou participa de uma reunião. Mas, ainda segundo o autor, há muitos benefícios em desenvolver foco para permanecer concentrado por períodos maiores de tempo. E a palavra que mais deve agradar aos profissionais do mundo corporativo é “sucesso”. Sim, o sucesso na realização de projetos importantes, na boa organização e distribuição de recursos, na execução de tarefas rotineiras na sua empresa.

Por isso, afirma que todos precisam aprender a aprimorar o foco se quiserem prosperar no complexo mundo em que vivemos. E acrescenta que todos os que alcançaram rendimento máximo (nos estudos, nos negócios, nos esportes ou nas artes) são precisamente os que prestaram atenção no que era mais importante para seu desempenho.

De onde conclui que foco é o que diferencia um especialista de um amador, um profissional de alta performance de um funcionário mediano.” E nesse contexto, desenvolver foco é uma forma de lançar um olhar inovador sobre as circunstâncias e de perceber como a atenção pode ser decisiva para obter sucesso nos seus projetos.


Autor: Daniel Goleman;
Editora: Objetiva;
Ano: 2013;
Idioma: Português;
Nº de Páginas: 296.

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Pensar fora da caixa – Um contraponto

“Se somos feitos de caixas, como podemos pensar diferente do que é pensando na caixa?”

Como é sabido popularmente, a expressão “Pensar fora da caixa” tem andado muito em voga. Sendo proferida nos contextos mais diversos, tornou-se jargão no mundo corporativo. Num contexto global, o significado dessa expressão informa que o “livre pensar” pode ser acessado por todos os que desejarem, desde que se disciplinem para isso.

Ao pé da letra, todavia, essa expressão pode assumir outros significados. O pensamento é construído de acordo com os modelos de cultura e educação vigentes em cada comunidade. A família, a escola e a universidade são os exemplos mais banais dos modelos aos quais estamos sistematicamente submetidos.

Logicamente, cada um desses exemplos corresponde a um tipo de caixa. É como se houvesse uma infinidade de caixas (de tamanhos, aspectos e regras distintas,) nas quais são agrupados os pensamentos em formação. Desse modo, cada caixa forma pensamentos de acordo com suas regras.

Assim, pode-se afirmar que, se o pensamento é construído de acordo com condições específicas, ele não pode ser livre! E, uma vez que não há livre pensar, não é possível acessá-lo.

Nesse contexto, a expressão “Pensar fora da caixa” pode ser reformulada, para “pensar fora da PRÓPRIA caixa”. Que, por sua vez, passa a significar “pensar diferente dos que compartilham da mesma caixa”.

Dessa forma, conclui-se que, o exercício a ser feito, seria o de acessar os conhecimentos adquiridos numa caixa (domínio) e aplicá-los noutra. Pois o intercâmbio entre os membros das diversas caixas enriquece os referenciais individuais do ponto de vista do pensamento coletivo.


Pensar fora da caixa – Significado

“E quando eu me ergui para olhar fora da caixa, percebi que não existia nenhuma caixa!”

A expressão “Pensar fora da caixa” oriunda do inglês “Think outside the box” conota “pensar livre das amarras convencionais” e tem sua origem controversa; a primeira versão do surgimento dela é a do consultor americano John Adair em 1969; a segunda é que teria sido criada por Mike Vance. De acordo com ele, o termo foi utilizado em um treinamento do Grupo Disney – durante a resolução de um dos mais famosos quebra-cabeças corporativos: o de passar o lápis em todos os pontos de um quadrado sem tirá-lo do papel.

Seguindo esse ponto de vista e com a evolução dos conceitos da administração moderna, o fato é que é crescente a busca por profissionais aptos a incorporarem a criatividade ao mundo corporativo para conseguirem, com arrojo, entender e driblar as contingencialidades nos negócios.

Contudo, Mario Persona, professor da Uninove, ainda faz uma releitura dessa expressão e nos apresenta: “quem está dentro da garrafa não consegue ler o rótulo”. Muitas vezes (e não só na nossa carreira), possuímos certo “engessamento”. Chega uma hora que precisamos quebrar esses paradigmas e entender que quem está ao lado pode ter mais razão e pode saber mais que a gente, por ter uma visão privilegiada. Sair da caixa ou da garrafa é um exercício que devemos praticar diariamente.

E você sabe qual é o maior obstáculo para a criatividade dentro de uma empresa? O nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos. Um preconceito ou conceito ultrapassado pode ser tão incorporado em seu pensamento, que você nem sequer perceba que eles estão lá. “Essa é a forma como fazemos as coisas por aqui” é um exemplo de grande vilão da criatividade! Estamos em um mundo de acelerada rotatividade de conhecimento e dinamismo da informação. Temos que estar abertos para o novo e ficar cada vez mais admirados com o que não conhecemos. As empresas precisam fazer a roda da inovação e da criatividade girar constantemente.

Dicas para ajudar a pensar “fora da caixa”:

1- Tenha sempre um bloco de anotações por perto. Você nunca sabe quando uma boa ideia pode aparecer e quando ela pode querer fugir de você, daí a importância de anotá-la.
2- Ouça pessoas de outras áreas e de outras culturas. Mas ouça-as. Aprenda a ouvir com atenção.
3- Exercite a capacidade de enxergar através do ponto de vista de outras pessoas, entenda que nem sempre somos os donos da verdade.
4- Livre-se de preconceitos. Tabus, muitas vezes são curativos equivocados para os nossos defeitos.
5- Leia livros, jornais, vá ao cinema, exposições, peças de teatro. Durma menos e consuma mais bens culturais.


Guilherme Leite –  Publicitário, especialista em Docência do Ensino Superior. Diretor Executivo da Verso e Prosa, agência de marketing, comunicação e redes sociais, pioneira em social media na região noroeste paulista: (17) 3046 – 3713. Escreve às terças-feiras, a coluna Cotidiano Empresarial, no Jornal A Cidade de Votuporanga. Apaixonado por marketing, reuniões e “japanese food”!