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Responsabilidade Social Empresarial: ainda é uma boa estratégia de negócios

O atual nível de competitividade do ambiente empresarial exige novas estratégias para que as empresas consigam manter-se no mercado. Na busca pelo algo mais, são levados em contas os anseios da sociedade por comportamentos éticos e pela preocupação com o bem-estar social. De forma a unir os interesses da sociedade com os das empresas surge a responsabilidade social empresarial, uma conduta coerente com a ética pública na qual os interesses da organização ficam preservados e são gerados inúmeros benefícios à sociedade. Com isso ganha a empresa e ganha a comunidade. Desta forma, a responsabilidade social empresarial apresenta-se cada vez mais importante com um diferencial de vantagem competitiva, induzindo ao desenvolvimento de novas estratégias de negócios.

Convivemos hoje com um cenário empresarial altamente competitivo, alimentado por novas tecnologias, informações, novos métodos e sistemas cada vez mais especializados que propiciam maior eficiência. Nesse contexto, possuir um “diferencial” torna-se, inclusive, fator de sobrevivência.

Questões como qualidade, flexibilidade, segurança e comodidade, já não são suficientes. O consumidor considera esses fatores como básicos e busca sempre novos atributos. É preciso algo mais. Apesar da corrida incessante pelo domínio do mercado, a organização empresarial não pode deixar de lado os valores éticos e o respeito pelos consumidores.

Devido ao papel estratégico que ocupam na sociedade, as empresas carregam consigo um grande poder de interferência no ambiente externo à sua estrutura física. Suas decisões podem afetar não apenas os seus colaboradores, mas também toda a sociedade na qual está inserida. Por esse motivo, suas ações devem ser pensadas também por uma ótica social, buscando um crescimento econômico sustentado na dignidade humana e reconhecendo seu papel como importante agente de transformação social.

A organização que busca esse crescimento “economicamente correto”, que se preocupa com a comunidade, assumindo a conseqüência por seus impactos e que se permite ofertar benefícios sociais, transformando parte dos lucros em ganho social, estará ganhando pontos fundamentais, estará sendo socialmente responsável.

Responsabilidade social empresarial é uma forma de conduzir os negócios que torna a empresa peça importante no desenvolvimento social. Trata-se de criar uma harmonia entre as necessidades da comunidade e da empresa, através do planejamento de práticas coerentes com ética pública, na qual ficam preservados os interesses da organização, sem comprometimento das ações que contribuam para o bem-estar e o desenvolvimento da sociedade como um todo.

Ao permitir que a empresa utilize seus recursos naturais, empregue mão-de-obra e comercialize produtos e serviços, a sociedade espera obter algum retorno. Cabe à organização empresarial aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas e garantir uma troca justa que beneficie ambas as partes.

Investir em responsabilidade social significa investir em imagem, importante fator de vantagem competitiva. Permite não apenas a aquisição de novos consumidores, mas possibilita também à organização empresarial agregar maior valor aos produtos e serviços. A sociedade aceita desta forma, pagar um pouco mais e cobra investimentos em ações sociais.

No entanto, a responsabilidade social deve partir de uma consciência sincera da empresa, deve representar um valor de sua cultura organizacional. Do contrário terá não terá o efeito esperado. O consumidor sabe e, essencialmente, valoriza a diferença entre empresas que são socialmente responsáveis e outras que não têm essa preocupação.

O surgimento e fortalecimento deste tipo de empresa, capaz de conseguir um crescimento econômico sustentado na preocupação social, é uma realidade cada vez mais exigida pela sociedade. Com investimentos em responsabilidade social, ganha a empresa e ganha a sociedade. Representa a aplicação da prática ética, simbolizada por ações orientadas pelo respeito aos interesses da coletividade.


FONTE

Departamento Pessoal – O que é e qual sua importância?

“O Departamento Pessoal é uma área especializada na gestão dos funcionários da empresa. Ele administra a folha de pagamento, férias, benefícios, atestados, marcação de ponto e passivos trabalhistas. O departamento pessoal é também encarregado principalmente das questões burocráticas relacionadas aos colaboradores, garantindo a correta emissão e gerenciamento de documentos.”

Ter uma empresa é um verdadeiro desafio, não é mesmo? Fazer a gestão dos colaboradores, controlar sua frequência, arquivar toda a documentação e garantir que as normas trabalhistas estão sendo cumpridas não é fácil. Para cuidar disso tudo, existe o Departamento Pessoal, setor que realiza a administração da mão-de-obra do negócio.

Ele é fundamental para garantir a qualidade dos processos e para manter a organização dos registros dos profissionais no empreendimento.

O DP, forma coloquial de se referir ao Departamento Pessoal, é uma área especializada na gestão dos funcionários da empresa. Ele gerencia a folha de pagamento, férias, benefícios, atestados, marcação de ponto e passivos trabalhistas.

Ou seja, o setor está encarregado principalmente das questões burocráticas relacionadas aos colaboradores, garantindo a correta emissão e gerenciamento de documentos. Dessa forma, há mais agilidade e eficiência no controle desses fatores. Além disso, ele é fundamental para o cumprimento de normas trabalhistas no empreendimento.

Funções do departamento pessoal?

O departamento pessoal cuida de uma série de tarefas burocráticas ligadas à mão de obra do negócio. Entenda melhor:

Documentação dos profissionais

Quando um candidato entra na empresa, existe uma documentação que deve ser emitida e recebida. O departamento pessoal se encarrega também dos contratos, anotações na carteira de trabalho e folha de ponto, sendo que ele realiza essas tarefas desde a admissão até a rescisão.

Isso significa que o setor é responsável por manter os papéis em ordem, garantindo a efetivação das normas trabalhistas e o respeito aos critérios definidos pelo governo. Isso permite que a sua corporação fique regularizada e que você evite passivos trabalhistas.

Acompanhamento de frequência

Seja o cumprimento da jornada, as horas extras, adicionais noturnos ou banco de horas, é fundamental que a organização gerencie bem a frequência do time. Se ela não fizer isso, podem aparecer irregularidades para realizar a gestão das remunerações e vários outros entraves, incluindo problemas na Justiça do Trabalho.

O DP tem a função de administrar as horas trabalhadas pelos colaboradores, fazendo os registros e montando as escalas de horários dos profissionais. Depois, todas essas ações são integradas com a folha de pagamento.

Folha de Pagamento

A folha de pagamento envolve uma ampla variedade de fatores, incluindo o salário, os benefícios, décimo terceiro e os recolhimentos de taxas como imposto de renda, contribuição sindical, INSS e FGTS. É papel do departamento pessoal gerenciar essas questões para garantir que os cálculos sejam feitos corretamente. Assim, os abatimentos seguem a norma estabelecida pelos órgãos federais.

Além disso, a gestão dos benefícios também é fundamental para o cálculo correto da folha. É preciso garantir que o profissional tenha os seus direitos assegurados e que o desconto feito sobre a remuneração esteja adequado às normas e dentro do que foi definido em contrato.

É muito comum em pequenas e média empresas que exista um escritório contábil externo contratado para processar a folha de pagamento, ou seja, para calcular os impostos e emitir as guias fiscais para as autoridades. Nesses casos, o DP normalmente abastece a Contabilidade com os dados sobre remuneração e descontos de cada colaborador (incluindo eventuais faltas e atrasos acusados na marcação de ponto), de modo que fique a cargo do contador calcular todos os impostos.

Gestão de licenças e férias

O departamento pessoal administra as licenças, atestados, afastamentos e acidentes de trabalho. Ele recebe esses arquivos, integra com a folha de pagamento e administra o contato com órgãos públicos.

Além disso, o setor também é responsável por acompanhar as férias dos colaboradores, realizando os registros necessários e monitorando se os períodos estão sendo cumpridos. Com isso, os profissionais podem ter suas férias no momento definido, sem imprevistos e erros nos prazos.

Representação junto a órgãos oficiais e fiscais

Em algumas empresas, o próprio DP emite diversos documentos para os órgãos fiscais, como a GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social), a Guia da Previdência, declarações da CIPA e do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), entre outros. Além disso, ele é quem recebe e gerencia os registros de passivos trabalhistas.

Dessa forma, o setor de administração de pessoal é o principal representante da organização para o diálogo com instituições oficiais. Ele emite diversos arquivos que garantem a regularidade da situação da empresa.

Importância do Departamento Pessoal para a empresa?

O departamento pessoal é fundamental para a companhia porque ele é o principal responsável para que as leis trabalhistas sejam seguidas, evitando quaisquer passivos desnecessários.

Ele dá conta de um grande volume de documentos do empreendimento, colocando ordem nesses papéis. Seja qual for o tamanho da corporação, há muitos registros para cada colaborador e vários detalhes para serem acompanhados. Então, é fundamental ter uma área especializada para trabalhar com esses materiais.

O DP também media o contato da empresa com diversos órgãos públicos, emitindo guias e declarações fundamentais para a situação do empreendimento se manter regularizada. Dessa forma, é possível fiscalizar o cumprimento das normas e evitar um eventual processo trabalhista para a companhia.

E então, gostou de saber o que é departamento pessoal e a importância dele para a empresa? Se tiver dúvidas, sugestões ou quiser falar sobre sua experiência no assunto, deixe o seu comentário!


Fonte:

RH – 12 SISTEMAS DE GESTÃO ESSENCIAIS

Existem muitas ferramentas que dão suporte à gestão das tarefas rotineiras do seu setor. Umas são pagas e outras, não. Mas o fato é que podem lhe ajudar a atingir os resultados almejados com muito mais agilidade e qualidade. Conheça algumas feitas sob medida para pequenas e médias empresas:

12 sistemas de RH essenciais para o seu departamento pessoal

O sucesso de uma empresa está ligado ao desempenho do quadro de colaboradores e a gestão de pessoas é feita pelo departamento de Recursos Humanos. Para dar suporte a esse setor, é possível encontrar no mercado diversos sistemas de RH que ajudam a extrair o melhor da sua equipe de profissionais.

Com a ajuda da tecnologia, é possível eliminar o tempo gasto rastreando, compilando e avaliando o desempenho dos seus colaboradores, além de reunir, em um ambiente, as informações necessárias sobre remuneração, férias, benefícios e outros aspectos inerentes ao setor de Recursos Humanos.

Além disso, ao automatizar seus processos, é possível gerar relatórios, produzir dados analíticos, aumentar a produtividade e diminuir os custos envolvidos na rotatividade de funcionários. Tornando ainda mais estratégico o setor para o desenvolvimento da empresa e a evolução do negócio.

Quer tornar o seu setor de Recursos Humanos mais eficiente e desenvolver ações que permitam otimizar o trabalho e desenvolver a equipe de profissionais? Então, não deixe de conferir esta lista que preparamos com os sistemas de RH essenciais para empresas!

MONITORAMENTO

Analisar o desempenho da equipe permite identificar gargalos de produção, redirecionar esforços e otimizar a linha de trabalho. Confira alguns programas que ajudam nesse processo.

1. RUNRUN.IT

Avaliando quesitos como o cumprimento de prazos e a quantidade de tarefas entregues, esse aplicativo permite aos gestores de recursos humanos monitorar o desempenho individual dos colaboradores, o que permite trabalhar a produtividade da sua equipe e a desenvolver métodos de trabalho que sejam ainda mais eficientes.

2. AVALIAÇÃO

Como o próprio nome já dá a entender, esse programa consegue avaliar o desempenho por meio de metas pré-estabelecidas. Com isso, é possível criar um sistema de recompensas que contribua na melhora de rendimento e estimule a sua equipe a produzir com eficiência dentro dos prazos.

PRODUTIVIDADE

A produtividade da empresa é essencial para que o negócio possa evoluir e, na era dos smartphones, é possível encontrar aplicativos que melhorem os processos, facilitem a comunicação e façam a gestão de tarefas. Confira alguns deles!

3. EVERNOTE

Você, com certeza, já deve ter visto ou usado o bloco de notas do Windows. Pois então, o Evernote é uma versão ampliada e melhorada dele. Com esse aplicativo, é possível criar notas categorizadas, fazer anotações de texto ou áudio e pesquisar, de maneira eficiente, tudo o que foi registrado.

4. REACHR

Esse aplicativo conta com uma premissa simples e que pode ser interessante para os processos de seleção e recrutamento da empresa. A companhia tem acesso ao perfil do candidato e pode mostrar interesse ou não (o mesmo acontece do outro lado). Caso haja uma combinação, um chat é aberto para que as partes possam conversar.

5. TRELLO

Essa aplicação tem como objetivo fazer o gerenciamento de projetos. Nele, é possível criar boards e categorizá-los da forma que achar melhor. Depois, é permitido alocar as tarefas que devem ser realizadas e atribuí-las a qualquer pessoa da sua equipe — e mais: o Trello permite a você colocar prazos para execução dos trabalhos.

6. BITRIX24

É uma plataforma de colaboração gratuita que permite acesso a várias ferramentas que auxiliam a comunicação interna e otimiza o trabalho. Entre elas: intranet social, gerenciamento de projetos, chat, gestão de documentos, calendários, e-mail, CRM, ferramentas de engajamento, dentre outros.

MOTIVACIONAL

Trabalhadores satisfeitos produzem mais e tornam o ambiente profissional ainda mais harmônico. Remuneração, benefícios e relações de trabalho saudáveis influenciam diretamente na motivação da equipe de colaboradores. Conheça algumas soluções!

7. RHCONVENIA

Com esse software, o RH consegue automatizar algumas tarefas burocráticas — a exemplo da gestão de benefícios e do controle de horas extras. Além disso, o programa conta com um sistema de segurança de dados bastante eficiente, o que assegura o trabalho do seu departamento de pessoal.

8. ERPS

Esses programas têm como objetivo otimizar o planejamento de recursos da empresa ao reunir dados e informações de diferentes atividades. Dentre os módulos disponíveis na maioria dos ERPs está a gestão da folha de pagamento, o que facilita e garante segurança a esse processo. Existem diversas empresas no mercado que oferecem esse tipo de software.

RECRUTAMENTO E SELEÇÃO

Um processo essencial para qualquer empresa que pretenda ganhar o mercado e contar com os melhores profissionais disponíveis. Alguns softwares podem tornar esse trabalho ainda mais estratégico e eficiente. Conheça alguns exemplos!

9. RECRUTA SIMPLES

Encontrar colaboradores capacitados pode ser um grande desafio, mas com esse software o trabalho pode ser simplificado. A sua principal função é divulgar vagas e tem como grande trunfo a possibilidade de destacar com facilidade as oportunidades de emprego em mais de 60 portais e sites.

10. GUPY

Esse software traz uma solução completa para o departamento de Recursos Humanos na hora fazer o recrutamento e seleção de candidatos. Com ele, é possível centralizar a gestão do processo de contratação, além de mapear a empresa para criar um perfil detalhado dos profissionais interessados na vaga.

CAPACITAÇÃO

Treinar seus colaboradores é uma excelente forma de contar com profissionais alinhados aos objetivos e às metas da empresa. Existem aplicativos que facilitam os processos de desenvolvimento profissional. Vejamos:

11. RH1000

Obter os melhores resultados são objetivos de qualquer empresa e esse sistema tem isso como premissa base. Com ele, o gestor de recursos humanos consegue gerenciar treinamentos e acompanhar o desenvolvimento individual dos colaboradores.

12. HONDANA INDICA

Os chatbots têm conquistado espaço em diversas áreas, inclusive no desenvolvimento profissional. Com esse aplicativo, robôs enviam diariamente conteúdos e dicas paras os smartphones dos funcionários, complementando treinamentos e oferecendo uma solução para o aprimoramento diário.

Com essa lista, você já sabe o que fazer para otimizar e tornar o seu setor de Recursos Humanos mais eficiente. É só escolher a solução que melhor encaixa nas necessidades da sua empresa e trabalhar para que tenha um ambiente de trabalho voltado para a produção eficiente, cumprimento de metas e desenvolvimento profissional.

Gostou deste artigo com os sistemas de RH essenciais para o departamento de pessoal da sua empresa? Então, não deixe de compartilhar essas informações com os seus contatos nas redes sociais!


Fonte:

Poder, Cultura e Ética nas Organizações

“O desafio das formas de gestão”

Autor: Robert Henry Srour;
Ano: 2005;
Páginas: 408;
Editora: Ed. Campus.

O ambiente organizacional sempre foi um ecossistema rico para investigar e aprender sobre as relações humanas. Nele, ocorrem fenômenos de todos os tipos e naturezas, dada a diversidade de pessoas, seus comportamentos e as circunstâncias de cada ambiente. Por falar em comportamento, é sempre fascinante notar como é paradoxal. Ao mesmo tempo em que é singular, é também plural; simples e complexo; tranqüilo e dinâmico, e por aí vai.

“Poder, cultura e ética nas organizações”, analisa as relações de poder em torno dos objetivos empresariais, como interagem e se articulam para que a empresa cumpra suas várias missões. Através de uma interpretação baseada em anos de estudo, o autor buscar tornar compreensível os movimentos que ocorrem em todos os níveis organizacionais e, a partir disto, elabora uma tese que descreve a nova arquitetura do capitalismo social. Para possibilitar um entendimento no mesmo nível do autor, ele faz pontes com temas como a revolução digital, a globalização econômica e a sociedade da informação.

Em primeiro plano figuram as relações de trabalho nas empresas que, para se tornarem competitivas, tiveram que passar por mudanças radicais envolvendo os seus empregados. E nos leva a perceber que as transformações ocorridas no ceio destas organizações ocorreram como conseqüência das pressões que a cidadania organizada exerceu no cotidiano das empresas e das ruas.

No ponto que tange ao capital humano, nota-se que os trabalhadores deixaram de ser percebidos como meras peças de reposição nas engrenagens da linha de produção e passaram a ser capacitados ao ponto de tornarem-se polivalentes no desempenho de suas atividades. A implementação de ferramentas tecnológicas em grande escala permitiu que o agora, colaborador, pudesse fazer mais uso das faculdades mentais do que da força física e isto deu-lhes mais dignidade como pessoa.

Por fim, a principal conclusão a que se pode chegar é a de que as transformações pelas quais passaram as relações de trabalho e emprego foram possíveis graças ao processo de intervenção política da sociedade civil, que desde o período entre as duas guerras mundiais, foi se aprimorando e ganhando poder para redefinir muitas das relações capitalistas.