Economia #1 – A empresa como agente econômico

A partir deste e, pelos próximos dois posts, falaremos de três pilares da Economia. São princípios básicos que nos permitem adentrar no universo desta que é conhecida como a ciência da escassez: Empresas, Família e Governo. Hoje falaremos das empresas.

“As empresas estão entre os sistemas de produção mais complexos da sociedade moderna”

Com o surgimento da sociedade moderna, a humanidade passou a criar sistemas de produções cada vez mais complexos. Dentre estes, encontram-se as empresas. Na prática, elas servem ao ímpeto produtor do ser humano, passando a se ramificar nos mais diversos meios de produção e consumo, utilizando-se da transformação, da prestação de serviços e da geração de bens. Na definição de Troster e Mochón (2002), a empresa, enquanto agente econômico, nada mais é do que uma unidade de produção básica. Sua prática consiste em contratar mão de obra, aplicar capital e, a partir daí, gerar produtos e serviços.

Contudo, é preciso levar em consideração que as empresas exploram matérias-primas, setores e bens que, em última instância, são públicos, exigindo, portanto, que peçam licença para funcionar e explorar determinada atividade na qual o Estado não tem interesse. Por isso, é necessário se dirigir à Junta Comercial, registrar um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, verificar os alvarás e assim por diante. Troster e Mochón (2002) afirmam que somente as empresas têm a capacidade de organizar os complexos processos de produção e distribuição exigidos pela modernidade.

Não falta quem discorde disso, sobretudo quando se admite que as principais atividades necessárias ao desenvolvimento humano não podem ser pautadas pela lógica da competição de mercado, como é o caso da saúde. Outros vão mais além e definem, inclusive, que a produção deve ser realizada pela empresa, mas a distribuição pelo Estado. Enfim, trata-se de debates conceituais que você estudará mais adiante.

A empresa apresenta diversas formas e tipos, o que os advogados chamam de natureza jurídica. Elas se ramificam sob dois pontos iniciais: a Empresa Individual e a Empresa Social, quando a propriedade não corresponde a um único indivíduo. A Empresa Individual é a forma mais simples de estabelecer a atividade empresarial. Essa empresa se caracteriza pelo pertencimento individualizado, em que o indivíduo é o gestor das atividades. Diante da quantidade de empreendedores no Brasil, seja por necessidade ou por oportunidade, o governo criou a figura do microempreendedor individual.

A Empresa Social está ramificada em três fases: (I) Limitada; (II) Sociedade Anônima S/A; e (III) Cooperativa. A Empresa Limitada prevê que a responsabilidade do proprietário é limitada ao número de cota a ele deferido no limite do valor apresentado na constituição da empresa. Em termos práticos, caso haja falência da empresa, o proprietário que investiu R$ 10.000,00 (dez mil reais) terá responsabilidade na exata medida deste valor. A Sociedade Anônima exige que haja investimento em dinheiro para que a pessoa possa ser vista como sócia. Logo, o capital está dividido entre os acionistas, cuja responsabilidade está limitada ao montante do capital aplicado. Por último, o modelo de Cooperativa prevê que os associados compartilhem na mesma medida dos riscos e dos benefícios.


Fonte:

  • Economia de Empresas. Rafael dos Santos da Silva /Charlles Franklin Duarte.  (UniAteneu. 2017)
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Libertando o Poder Criativo – Ken Robinson

“A Chave Para o Crescimento Pessoal e Das Organizações”

O que seria de Vincent van Gogh se houvesse freqüentado uma escola de artes? O que seria da arte se estivesse subordinada a padrões de comportamento e a valores de épocas? Bem, a resposta é ao mesmo tempo simples e objetiva: van Gogh muito provavelmente não teria sido reconhecido como um gênio da arte moderna e, da mesma forma, arte condicionada não é arte.

O motivo de tais afirmações reside em que a arte de um modo geral, é algo que existe para questionar modelos e denunciar realidades falseadas, mas principalmente, existe para estimular o pensamento criativo. Este por sua vez, deve ser livre, mas para ser livre, há que ser puro no sentido de não sofrer influências que o limitem. Mas pelo que se sabe não há como ser puro num mundo em que a dinâmica que rege as relações giram em torno de poder e de influência.

É aqui onde entra o pensamento perspicaz de Ken Robinson. Ele busca oferecer uma visão inovadora sobre como os modelos educacionais moldam os comportamentos de modo a agir como limitantes do poder criacional.

Ele argumenta que:

“As pessoas e empresas no mundo todo lidam com problemas originados na escola e nas universidades e que muitas pessoas param de estudar sem ter um conhecimento verdadeiro das suas capacidades criativas.”

Nesse sentido, Libertando o Poder Criativo questionar a forma como somos treinados para pensar e de como esse treinamento visa uniformizar a forma segundo a qual devemos agir para gerar resultados e/ou de justificar o fracasso quando o treinamento não produz o sucesso pretendido.

Assim, Robinson pretende demonstrar como e por que a maioria de nós perde a capacidade criativa ao longo da vida escolar. E ao falar abertamente desses “problemas”, ele expõe problemas encontrados no sistema educacional tradicional e os relaciona com o tipos de inteligências necessárias para produzir soluções nos dias de hoje.

Segundo o autor, compreendendo como funcionam os modelos educacionais vigentes (na família, escola, universidade e empresas), é possível achar brechas que nos permitem burlar a lógica tradicional na busca de produzir soluções originais.

Dessa forma, poderemos libertar o poder criativo para agir com muito mais segurança e liberdade no campo acadêmico e profissional.


Autor: Ken Robinson;
Editora: HSM;
Ano: 2012;
Idioma: Português;
Nº de Páginas: 304.

Cultura Organizacional e Liderança – Edgar H. Schein

“Transformando o conceito em uma ferramenta prática da administração”

Para compreender o significado de Cultura somos obrigados e revisitar estudos de antropologia, os quais tratam intimamente dos comportamentos e costumes de todos os agrupamentos de pessoas que se reúnem por quaisquer tipos de motivos. Todavia, para simplificar, recorremos à literatura formal, que define Cultura como sendo ”todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.

A definição acima está correta, porém, ao desviar um pouco desse tipo de definição, que se impões quase que como uma norma, nos permitimos enxergar aspectos mais profundos do conjunto de variáveis que regem as regras postas e tácitas de todo grupo em sua singularidade.

Nas organizações empresariais, por exemplo, vários estudiosos se dedicaram à busca da compreensão deste todo elaborado que se fundamenta na interação entre as pessoas. E essa compreensão se deu pela verificação e através do estabelecimento de padrões (comportamentos que se repetem) que circulam em torno do objetivo (atividade econômica, missão e valores) da empresa.

Dentre os estudiosos do tema, um dos pioneiros é Edgar Schein, conhecido pelo aprofundamento com que se insere nos estudos sobre cultura organizacional. Neste livro (que o encontramos em sua 3ª edição), “traz uma atualização de seu entendimento da cultura como conceito, tratando-a como uma abstração, mas de suma importância para se entender o conflito intergrupal no nível organizacional.”

Fazendo uma aproximação super didática com um tema intimamente ligado aos estudos organizacionais, a liderança, Schein mostra como aqueles que têm poder de decisão nas empresas criam a cultura na justa proporção em que criam grupos. E como a cultura, uma vez instituída estabelece os critérios para as lideranças que se seguem. Nesse ato contínuo, os líderes acabam por determinar quem será ou não líder naquela organização.

Dessa forma, este livro representa uma grande fonte de informação para quem estuda lidera e/ou deseja compreender melhor a fisiologia das organizações na perspectiva comportamental.


Autor: Edgar H. Schein
Editora: Atlas;
Ano: 2009;
Idioma: Português;
Nº de Páginas: 415.

Desenvolvimento Interpessoal

“Treinamento em grupo”

Autor: Fela Moscovici;
Editora: José Olympio;
Ano: 2008;
Idioma: Português;
Nº de Páginas: 400.

Cada pessoa tem um modo próprio de agir, ou seja, um modo pessoal. Nesse sentido, ao fazer parte de um grupo, o comportamento pessoal de cada um entrecruza-se ao dos demais dando origem ao relacionamento interpessoal. Este, por sua vez, envolve um conjunto de normas que orientam as interações entre membros do referido grupo.

Dessa forma, o conceito de desenvolvimento interpessoal surge da necessidade de aprimoramento do comportamento individual com vistas a aproveitar os melhores comportamentos de cada um dentro de um grupo.

Esses comportamentos começam a ser estimulados muito cedo: do maternal até a os cursos de doutorado. E, enquanto há pessoas que desenvolvem essa habilidade sem grandes esforços, alguns levam uma vida inteira para conquistá-la. Outros, nem conseguem.

Justamente por isso, está é uma habilidade muito valorizada pelas empresas. Pois é um instrumento altamente eficaz para a geração de resultados.

Nesse contexto, Fela Moscovici, elaborou um guia para treinamento de grupos. O livro destina-se principalmente a educadores e profissionais de organizações públicas ou privadas, como dirigentes, executivos, gerentes ou assessores. Mas também pode ser dirigido aos professores e estudantes de ciências comportamentais e a qualquer pessoa interessada em conhecer mais sobre as relações humanas e se aprimorar na sua própria jornada.

O livro é uma coletânea de textos que contém fundamentações conceituais e sugestões de atividades para aplicação em treinamentos de desenvolvimento em grupo. É um material de fácil leitura, sem rigidez na seqüência dos textos e dos exercícios. De acordo com a autora, este não é um manual de técnicas e orientações. Mas pode ser utilizado como um orientador para situações específicas. Cabe a cada um reconhecer o momento adequado para aplicá-lo de acordo com sua criatividade e conforme as circunstâncias.


Referências:

RH – 12 SISTEMAS DE GESTÃO ESSENCIAIS

Existem muitas ferramentas que dão suporte à gestão das tarefas rotineiras do seu setor. Umas são pagas e outras, não. Mas o fato é que podem lhe ajudar a atingir os resultados almejados com muito mais agilidade e qualidade. Conheça algumas feitas sob medida para pequenas e médias empresas:

12 sistemas de RH essenciais para o seu departamento pessoal

O sucesso de uma empresa está ligado ao desempenho do quadro de colaboradores e a gestão de pessoas é feita pelo departamento de Recursos Humanos. Para dar suporte a esse setor, é possível encontrar no mercado diversos sistemas de RH que ajudam a extrair o melhor da sua equipe de profissionais.

Com a ajuda da tecnologia, é possível eliminar o tempo gasto rastreando, compilando e avaliando o desempenho dos seus colaboradores, além de reunir, em um ambiente, as informações necessárias sobre remuneração, férias, benefícios e outros aspectos inerentes ao setor de Recursos Humanos.

Além disso, ao automatizar seus processos, é possível gerar relatórios, produzir dados analíticos, aumentar a produtividade e diminuir os custos envolvidos na rotatividade de funcionários. Tornando ainda mais estratégico o setor para o desenvolvimento da empresa e a evolução do negócio.

Quer tornar o seu setor de Recursos Humanos mais eficiente e desenvolver ações que permitam otimizar o trabalho e desenvolver a equipe de profissionais? Então, não deixe de conferir esta lista que preparamos com os sistemas de RH essenciais para empresas!

MONITORAMENTO

Analisar o desempenho da equipe permite identificar gargalos de produção, redirecionar esforços e otimizar a linha de trabalho. Confira alguns programas que ajudam nesse processo.

1. RUNRUN.IT

Avaliando quesitos como o cumprimento de prazos e a quantidade de tarefas entregues, esse aplicativo permite aos gestores de recursos humanos monitorar o desempenho individual dos colaboradores, o que permite trabalhar a produtividade da sua equipe e a desenvolver métodos de trabalho que sejam ainda mais eficientes.

2. AVALIAÇÃO

Como o próprio nome já dá a entender, esse programa consegue avaliar o desempenho por meio de metas pré-estabelecidas. Com isso, é possível criar um sistema de recompensas que contribua na melhora de rendimento e estimule a sua equipe a produzir com eficiência dentro dos prazos.

PRODUTIVIDADE

A produtividade da empresa é essencial para que o negócio possa evoluir e, na era dos smartphones, é possível encontrar aplicativos que melhorem os processos, facilitem a comunicação e façam a gestão de tarefas. Confira alguns deles!

3. EVERNOTE

Você, com certeza, já deve ter visto ou usado o bloco de notas do Windows. Pois então, o Evernote é uma versão ampliada e melhorada dele. Com esse aplicativo, é possível criar notas categorizadas, fazer anotações de texto ou áudio e pesquisar, de maneira eficiente, tudo o que foi registrado.

4. REACHR

Esse aplicativo conta com uma premissa simples e que pode ser interessante para os processos de seleção e recrutamento da empresa. A companhia tem acesso ao perfil do candidato e pode mostrar interesse ou não (o mesmo acontece do outro lado). Caso haja uma combinação, um chat é aberto para que as partes possam conversar.

5. TRELLO

Essa aplicação tem como objetivo fazer o gerenciamento de projetos. Nele, é possível criar boards e categorizá-los da forma que achar melhor. Depois, é permitido alocar as tarefas que devem ser realizadas e atribuí-las a qualquer pessoa da sua equipe — e mais: o Trello permite a você colocar prazos para execução dos trabalhos.

6. BITRIX24

É uma plataforma de colaboração gratuita que permite acesso a várias ferramentas que auxiliam a comunicação interna e otimiza o trabalho. Entre elas: intranet social, gerenciamento de projetos, chat, gestão de documentos, calendários, e-mail, CRM, ferramentas de engajamento, dentre outros.

MOTIVACIONAL

Trabalhadores satisfeitos produzem mais e tornam o ambiente profissional ainda mais harmônico. Remuneração, benefícios e relações de trabalho saudáveis influenciam diretamente na motivação da equipe de colaboradores. Conheça algumas soluções!

7. RHCONVENIA

Com esse software, o RH consegue automatizar algumas tarefas burocráticas — a exemplo da gestão de benefícios e do controle de horas extras. Além disso, o programa conta com um sistema de segurança de dados bastante eficiente, o que assegura o trabalho do seu departamento de pessoal.

8. ERPS

Esses programas têm como objetivo otimizar o planejamento de recursos da empresa ao reunir dados e informações de diferentes atividades. Dentre os módulos disponíveis na maioria dos ERPs está a gestão da folha de pagamento, o que facilita e garante segurança a esse processo. Existem diversas empresas no mercado que oferecem esse tipo de software.

RECRUTAMENTO E SELEÇÃO

Um processo essencial para qualquer empresa que pretenda ganhar o mercado e contar com os melhores profissionais disponíveis. Alguns softwares podem tornar esse trabalho ainda mais estratégico e eficiente. Conheça alguns exemplos!

9. RECRUTA SIMPLES

Encontrar colaboradores capacitados pode ser um grande desafio, mas com esse software o trabalho pode ser simplificado. A sua principal função é divulgar vagas e tem como grande trunfo a possibilidade de destacar com facilidade as oportunidades de emprego em mais de 60 portais e sites.

10. GUPY

Esse software traz uma solução completa para o departamento de Recursos Humanos na hora fazer o recrutamento e seleção de candidatos. Com ele, é possível centralizar a gestão do processo de contratação, além de mapear a empresa para criar um perfil detalhado dos profissionais interessados na vaga.

CAPACITAÇÃO

Treinar seus colaboradores é uma excelente forma de contar com profissionais alinhados aos objetivos e às metas da empresa. Existem aplicativos que facilitam os processos de desenvolvimento profissional. Vejamos:

11. RH1000

Obter os melhores resultados são objetivos de qualquer empresa e esse sistema tem isso como premissa base. Com ele, o gestor de recursos humanos consegue gerenciar treinamentos e acompanhar o desenvolvimento individual dos colaboradores.

12. HONDANA INDICA

Os chatbots têm conquistado espaço em diversas áreas, inclusive no desenvolvimento profissional. Com esse aplicativo, robôs enviam diariamente conteúdos e dicas paras os smartphones dos funcionários, complementando treinamentos e oferecendo uma solução para o aprimoramento diário.

Com essa lista, você já sabe o que fazer para otimizar e tornar o seu setor de Recursos Humanos mais eficiente. É só escolher a solução que melhor encaixa nas necessidades da sua empresa e trabalhar para que tenha um ambiente de trabalho voltado para a produção eficiente, cumprimento de metas e desenvolvimento profissional.

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Fonte:

Gestao Humanista De Pessoas

“O Fator Humano Como Diferencial Competitivo”

Autor: MUSSAK, EUGENIO
Editora: ELSEVIER EDITORA
Ano: 2010;
Nº de Páginas: 300

Os estilos de liderança em todas as épocas – inclusive, hoje – sempre se basearam na autoridade. Esta, por sua vez, pode ser instituída por meio do conhecimento, do poder ou da forma de relacionar-se com os demais. Todavia, não há unanimidade quanto a estilos e formas de liderança, pois praticamente todos os comportamentos são baseados em vivências e realidades individuais e, assim sendo, a única forma de exercer uma liderança legítima sob a maior  quantidade de aspectos é conhecendo a alma humana. E isto é para poucos.

O autor parte da premissa de que as pessoas não são controláveis, mas são lideráveis. Essa diferença não é sutil, é radical, ainda que seja tão mal compreendida por todos aqueles que praticam gestão de pessoas. O projeto habilita-se a equacionar essa diferença com firmeza e didática. Peter Drucker disse que “o futuro da gestão se confundirá cada vez mais com a capacidade dos gestores de entenderem da alma humana”.

Nesse sentido, vocação e talento são componentes isoladas do espectro do líder verdadeiro. Se o objetivo das empresas é gerar resultados e se esse resultado na maioria das vezes é percebido pela rentabilidade e lucro, as pessoas são o meio pelo qual o lucro é possível de ser realizado e potencializado. Sendo assim, a despeito dos movimentos de recessão a políticas de austeridade, o significado e o papel mais belo da gestão de pessoas é atrair e manter os melhores talentos, desenvolvendo-os e estimulando-os a enfrentar os desafios com alegria e vontade de superá-los.

O livro nos oferece um pouco da história da gestão de pessoas, o papel da liderança, do clima e cultura empresarial, os instrumentos de gestão de carreira, do conhecimento e do tempo, além das tendências e desafios da área.

Aqui temos um material articulado com poder de estimular para a ação e, sobretudo para reflexão, aqueles que se acostumaram a conviver com as preocupações, ansiedades, dúvidas e necessidades diárias do ato de gerir pessoas. Nada precisa nem deve ser dolorido, apenas conhecido.


Colaboração – Contribua com textos

Se você gosta de ler e de escrever e se interessa por temas relacionados à profissão e carreira, colabore conosco. Não precisa ser especialista, apenas ter disponibilidade. Visando oferecer mais conteúdos, te convidamos a contribuir com textos sobre Administração, economia, T.I., ou outros de sua preferência.

Requisitos:

  • Escrever corretamente;
  • Revisar os textos antes de postar;
  • Postar textos autorais e/ou de terceiros (citando a fonte).

Sobre o que escrever:

  • Reflexões sobre trabalho e carreira;
  • Experiências profissionais;
  • Um método para realização de atividades rotineiras no trabalho.
  • Outros temas ligados à profissões e carreiras.

Ricardo Cunha

Equipes #14 – Referências bibliográfica da Pesquisa

BARBOSA, Livia. Cultura e empresas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.

BRAS, Filomena Antunes. Necessidade e dificuldades em valorizar o capital humano . Tékhne, n.7, p.291-319, jun. 2007.

BASTOS, Núbia Maria Garcia. Introdução à metodologia do trabalho acadêmico. Fortaleza: Nacional, 2008.

CAMPOS, Lílian. Cultura: entenda o que essa palavra significa. Disponível em: http://educacao.uol.com.br/portugues/cultura.jhtm. Acesso em 28.03.2011.

CARDOSO, Maria Lúcia Alves Pereira. Uma reflexão sobre a cultura organizacional à luz da Psicanálise. Rev. Brasileira de Enfermagem. [online], Brasília, v.61, n.1, p. 103-108, jan./fev. 2008.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

______ . Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

______ . Recursos humanos:  o capital humano das organizações. 9. ed. rev. atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

DIB, Simone Faury; SILVA, Neusa Cardim da. Competências em unidades de informação: metodologia para o desenvolvimento de equipes. Perspectivas em Ciência da  Informação. [online], Rio de Janeiro, v.14, n.2, p. 17-29, maio/ago. 2009.

DOMINGUINHOS, Pedro; PEREIRA, Raquel; SILVEIRA, Rogério. Processo de criação de empresas: Um fenómeno colectivo ancorado no capital humano e social. Rev. Portuguesa e Brasileira de Gestão, v.6, n.3, p.82-93, jul. 2007.

FARIAS, Luiz Alberto Beserra de. Comunicação organizacional: identidade e imagem corporativas fortalecendo marca e produto. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 25., 2002, Salvador. Anais… Salvador: Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2002.

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO CEARÁ.  Manual do colaborador: recursos humanos: desenvolvendo pessoas, fortalecendo o Sistema. Fortaleza: Federação das Indústrias do Estado do Ceará, 2011.

FRANCINI, William Sampaio. A gestão do conhecimento: conectando estratégia e valor para a empresa .RAE-eletrônica[online], v.1, n.2, p. 137-148. jul./dez. 2002.

FREITAS, Maria Ester. Cultura organizacional: formação, tipologias e impactos. São Paulo: Makron Books, 1991.

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. O Leviatã, de Hobbes. Disponível em: http://www.arqnet.pt/portal/teoria/leviata.html. Acesso em: 25 set. 2011.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

HAGEL, John. Talento é tudo. HSM Management, São Paulo, v.6, n. 77, p.124, nov./dez. 2009.

HERRERO FILHO, Emílio. Balanced Scorecard e a gestão estratégica: uma abordagem prática. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

KAPLAN, Robert S; NORTON, David P… Organização orientada para a estratégia: como as empresas que adotam o Balanced Scorecard prosperam no novo ambiente de negócios. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000.

LENCIONE, Patrick. Os 5 desafios de equipes: uma fábula sobre liderança. 15 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

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MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

______ . Metodologia do trabalho científico:procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos.7. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

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MOSCOVICI, Fela. Equipes dão certo.  11. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007.

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MUCCHIELLI, Roger. O trabalho em equipe. São Paulo: Martins Fontes, 1980.

MUSSAK, Eugênio. Gestão humanista de pessoas: o fator humano como diferencial competitivo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

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NOBRE, Geraldo da Silva. Processo histórico de industrialização do Ceará. Fortaleza: FIEC, 2001.

PUGH, D.; HICKSON, D. Os teóricos das organizações. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004.

O’DONNEL, Ken. Valores Humanos no trabalho: da parede para a prática. São Paulo: Gente, 2006.

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SANTIAGO JUNIOR, José Renato Sátiro; SANTIAGO, José Renato Sátiro. Capital intelectual: o grande desafio das organizações. São Paulo: Novatec, 2007. 320 p.

SANTOS, José Luiz dos. O que é cultura. São Paulo: Brasiliense, 2006. (Coleção primeiros passos, 110).

SARAIVA, Luiz Alex Silva. Cultura organizacional em ambiente burocrático. Rev. Administração Contemporânea [online], Rio de Janeiro, v.6, n.1, p. 187-207, maio/ago. 1997.

SCHEIN, Edgar H. Cultura organizacional e liderança. São Paulo: Atlas, 2009. 413 p.

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SEEHABER, Liliana Claudia. O significado da cultura. Disponível em: http://www.gper.com.br/documentos/significado_cultura1.pdf Acesso em 05.06.2011

SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho Cientifico. 21. ed. re. São Paulo: Cortez, 2000.

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SISTEMA DA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO CEARÁ. História e evolução da FIEC. Disponível em: http://www.fiec.org.br/info/cedip/Default.asp?pag=6&url=8. Acesso em 10.06.2011.

SROUR, Robert Henry. Poder, cultura e ética nas organizações: o desafio das formas de gestão. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

STEFANO, Silvio Roberto et al. Liderança orientada para resultados: um estudo de múltiplos casos em instituições financeiras. Disponível em: http://www.ead.fea.usp.br/semead/9semead/resultado_semead/trabalhosPDF/401.pdf. Acesso em 30.08.2011.

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ZANELLI, José Carlos. Estudo do desempenho pessoal e organizacional: bases para o desenvolvimento de equipe de consultores. Rev. Administração Contemporânea [online]. Rio de Janeiro, v.1, n.2, p. 121-143.



Equipes #13 – Considerações finais

Os pressupostos lançados para esta pesquisa foram estabelecidos em torno do conceito de cultura como irradiador de significados que ele deriva. Para efeito desta pesquisa, a cultura de um modo geral, é tomada como um todo que imana sentido para as partes. Inserindo-se a cultura no contexto das organizações tem-se o objeto de estudo deste trabalho, que é a cultura organizacional enquanto instância doadora de significado para as relações interpessoais no âmbito das organizações empresariais. Melhor esclarecendo: trata-se especificamente da análise dos efeitos da cultura instituída na organização para a formação de equipes naquele ambiente.

Baseando-se nos componentes apresentados, é possível afirmar que os objetivos da pesquisa, para o capítulo um, foram alcançados. O conceito de cultura foi fixado num sentido amplo e atual; os quadros retro mencionados foram fixados como elementos de um quadro maior cuja idealização considerou como propósito final, indicar que a organização é isto ou aquilo que nela se pratica.  Esses quadros consistem em apresentar a cultura organizacional como um conjunto de práticas consolidadas que, por sua vez, fornecem instrumentos de comunicação, de orientação cognitiva e comportamental que norteiam o modo de agir e de pensar internamente. Por fim apresenta-se, a título de encerramento, a distinção necessária entre cultura organizacional e cultura empresarial. Ocasião na qual se tratou das tipologias predominantes no estilo nacional de Administração.

Da mesma forma que o anterior, o capítulo dois foi elaborado com a proposta de conceituar para contextualizar o desenvolvimento de equipes de trabalho no âmbito das organizações empresariais. Assim, partiu-se da etimologia da palavra equipe para chegar a um significado mais atual. Realizada esta etapa, inseriu-se o conceito no contexto das organizações, no qual se pôde inferir o surgimento de um senso de alinhamento entre o trabalho da equipe e a fisiologia da empresa. Assim foi possível demonstrar que a cultura instituída impacta na postura individual e coletiva dos membros de uma equipe fornecendo-lhes diretrizes comportamentais e delimitando a sua forma de atuar junto ao grupo.

Mais adiante, através da abordagem teórica, revelou-se a proposta de trabalho e os objetivos da pesquisa. Relatou-se a relevância do tema e os motivos pelos quais sua abordagem se justifica. Desse modo, viu-se como apropriados os tópicos desenvolvidos em função de suas naturezas e do caráter de relacionalidade com o tema e suas respectivas aplicações para o contexto organizacional empresarial.

O terceiro capítulo trata da metodologia da pesquisa. Registra o conjunto de procedimentos adotados para estruturá-la, bem como, aborda os traços segundo os quais estão baseados sua forma e conteúdo.

A análise de resultados considerou os resultados obtidos para a fixação do perfil institucional do Sistema FIEC em relação aos sistemas de Likert e às questões formuladas com base no conjunto de teorizações elaboradas a partir das obras mapeadas para construção do estudo. A técnica de pesquisa escolhida para a realização da pesquisa foi o questionário eletrônico, e para que os respondentes pudessem acessá-lo foi-lhes enviado por e-mail instruções de preenchimento e o link do questionário eletrônico.

Para efeito deste estudo, é que o universo organizacional enquanto sistema de valores comungado por pessoas se constitui como instância emanante de significações, ou seja, fornece modelos cujos aspectos daquela realidade afetam o indivíduo de forma irrestrita. O resultado desta afecção, embora inconsciente para um número indeterminado de respondentes, é o componente preponderante para o objetivo da análise, visto que, o que aqui se busca verificar é, de um lado, o quanto o colaborador está alinhado aos objetivos e valores da empresa; e, de outro, a coerência entre o apregoado pela empresa e aquilo que ela pratica.

O resultado geral demonstra, pela confirmação da maioria dos pressupostos, haver coerência entre o apregoado pela empresa e o que dela é percebido pelo seu corpo funcional. Verificando-se como produto desta relação à existência de alinhamento entre empresa e empregado como elemento facilitador da formação de equipes, e a descoberta dos traços que mais influenciam e o desenvolvimento das mesmas.


Equipes #12 – A análise dos dados na pesquisa

Os resultados da pesquisa realizada por meio do questionário eletrônico representam um recorte do momento atual da organização. Ocasião na qual se observa uma série de intervenções institucionais de nível diretivo organizacional com vistas ao desenvolvimento de uma cultura organizacional aberta e contemporânea, e ao fortalecimento da imagem do RH junto ao corpo funcional. Nesse contexto, como reflexo destas intervenções, percebe-se uma convergência entre a estratégia declarada pela empresa como componente de sua missão e as perspectivas dos colaboradores quanto às mudanças já concretizadas e as projetadas para o futuro.

Dessa forma, isto que aqui se diz com palavras pode ser perfeitamente demonstrado por meio de gráficos. Os sistemas administrativos de Likert, Autoritário Explorador, Autoritário Benevolente, Consultivo e Participativo, que tem como componentes as variáveis Processo Decisorial, Sistema de Comunicação, Relacionamento Interpessoal e Sistema de Recompensas, registra como resultado geral:

A predominância dos sistemas consultivo e participativo para o SFIEC. Isto implica num perfil organizacional em elevado estágio de desenvolvimento que, por sua vez, representa, um recorte do momento atual da instituição, no qual, inúmeras intervenções estão sendo postas em prática pela Diretoria com o propósito fincar as bases para a consolidação de um projeto contemporâneo capaz de concretizar as potencialidades individuais latentes com vistas ao estabelecimento de uma cultura organizacional desenvolvida e madura.

Os resultados expressos mediante o gráfico 1, Sistema Geral, revelam uma dubiedade própria dos processos democráticos, nos quais, cada indivíduo que se dispôs a participar de uma pesquisa dessa natureza, deseja contribuir com sua visão para o que na pesquisa foi solicitado. Disto decorre a segmentação dos indivíduos em grupos de acordo com uma linha de pensamento comum, ou seja, os indivíduos que, relativamente aos processos decisoriais, creem vivenciar um ambiente autoritário, são possivelmente os mesmos que creem vivenciar um ambiente autoritário para os processos do sistema de comunicação, e assim por diante.

A manifestação das crenças, percepções e visões dessas minorias, não devem ser desconsideradas sob pena de se estar incorrendo no grave erro de se destratar a própria cultura organizacional com tudo o que ela construiu no processo histórico. Processo este, que representa a identidade da instituição como totalidade do patrimônio cultural que ela representa.

Desenvolvendo a linha de raciocínio, quanto à segmentação em grupos, pode-se aplicar o mesmo princípio para as maiorias. Considerando a distribuição dos grupos numa perspectiva de heterogeneidade, vislumbra-se um quadro bastante expressivo quanto aos que identificam no SFIEC um perfil administrativo desenvolvido. A total ausência de unanimidade confere validade à percepção dessas maiorias pela própria natureza democrática do processo. Atribuindo à Instituição uma posição satisfatória ao classificá-la no perfil consultivo/participativo, como demostrado a seguir:

Gráfico 1: Sistema Geral

Fonte: Dados da pesquisa.

O gráfico 2, Análises Gerais, a seguir assinala os traços culturais que, a partir das teorizações procedidas nos capítulos 1 e 2, marcam, facilitam, dificultam ou não se aplicam à formação de equipes, onde:

Marca: contribui muito para a formação equipes;

Facilita: contribui pouco para a formação equipes;

Dificulta: dificulta a formação de equipes;

Não se aplica: não contribui e nem dificulta para a formação equipes.

Com isso busca-se evidenciar como os colaboradores se percebem coletivamente mediante ao 1) conjunto de valores e crenças; 2) a importância do alinhamento entre os valores individuais e os da organização; 3) o sistemas de recompensas e punições; 4) a identidade institucional; 5) o respeito como forma de valorização do trabalhador; e, 6) a educação como forma de desenvolvimento humano e profissional.

Como resultado geral, considera-se que, em sua totalidade o gráfico dessa segunda parte da pesquisa segue a tendência apresentada na primeira parte, ou seja, uma segmentação em grupos por comunhão de pensamento. Isso significa que, tanto para as hipóteses confirmadas quanto para as não confirmadas, seguem-se os mesmo defensores. De um modo geral, as hipóteses confirmadas e as não confirmadas encontram-se pareadas mostrando que as percepções destes dois grandes grupos estão bem equilibradas. Restando-se, agora, analisar o que esse equilíbrio significa para a instituição no tocante à formação de equipes.

Primeiro deve-se esclarecer que, com o levantamento dessas hipóteses, objetiva-se descobrir que elementos da cultura organizacional estão em desacordo com os anseios da população pesquisada e, principalmente, descobrir oportunidades de refinamentos nas práticas institucionais para o estabelecimento de um alinhamento entre os objetivos da organização e os objetivos dos seus colaboradores. Nesse sentido, busca-se listar o que mais contribui para a formação de equipes; o que pouco contribui; o que menos contribui; e o que em nada influencia.

O gráfico 2 elucidará as analises gerais dos resultados obtidos, conforme:

Crenças, valores e normas: apresenta o conjunto de crenças, valores e normas instituídos, aparece como um conjunto de elementos que mais facilita, ou seja, o conjunto de elementos se destaca como fator que contribui pouco para a formação de equipes;

Alinhamento de valores: apresenta o alinhamento entre os valores individuais e os da organização também está destacado por facilitar, ou seja, por contribuir pouco para a formação de equipes;

Sistema de recompensas: apresenta o sistema de recompensas e punições, aparece como elemento que pouco contribui para a formação de equipes, a despeito de que aqui se registra a menor margem entre o contribuir muito e o pouco contribuir: 3% de diferença;

Identidade Institucional: apresenta a identidade adquirida pela instituição frente a sociedade, contraria a tendência dos elementos anteriores, se destacando por contribuir muito para a formação de equipes;

Valorização do trabalhador: apresenta o respeito à pessoa como forma de valorização do trabalhador contribui muito para a formação de equipes;

Atuação humano-profissional: apresenta o ato de educar o trabalhador para melhorar a sua atuação humano-profissional, se destaca amplamente por contribuir muito para a formação de equipes.

Gráfico 2: Análises Gerais

Fonte: Dados da pesquisa.

Os significados dessas hipóteses para o conjunto de práticas instituídas pelo SFIEC podem ser tanto distintos quanto diversos. Fundamentando-se, porém, nas teorizações elaboradas neste trabalho, pode-se verificar que os componentes institucionais elencados no questionário se constituem como indicadores em relação às oportunidades de refinamentos na práxis da FIEC de um modo geral. As hipóteses confirmadas podem ser a priori reforçadas junto ao corpo funcional; as não confirmadas apontam para a necessidade de um olhar especial com vistas ao fortalecimento das relações laborativas.

Em relação aos sistemas de Likert, pode-se constatar que, em virtude do caráter subjetivo das questões, a análise qualitativa das informações sugere considerar os aspectos da pesquisa no nível do inconsciente coletivo. Isto significa que os componentes culturais são internalizados coletivamente sem que, disto, haja uma consciência plena. Dessa forma, contrapondo-se as duas primeiras partes da pesquisa, é possível inferir uma sensível discrepância entre o que os colaboradores da FIEC percebem como real e o que percebem como ideal. Considere-se ainda que os aspectos positivos e negativos detectados na pesquisa se orientam para a busca de uma compreensão que possibilite a manipulação dos elementos que reforçam o vínculo do colaborador enquanto empregado à Instituição.

Para a terceira parte da pesquisa, foi elaborada uma questão aberta, através da qual se busca verificar o grau de profundidade que a cultura organizacional afeta as pessoas a ela integradas. Para tornar possível a tradução dos dados coletados foi utilizado o seguinte procedimento: 1) organização das ideias por correspondência; 2) seleção das ideias que melhor representam o todo segundo o percentual de incidência; 3) ordenação por ordem de decrescência, ou seja, da maior para a menor incidência; 4) estabelecimento de um ponto de corte que variando entre 5 ou 3; e, 5) relacioná-los com as teorizações anteriormente procedidas.

As ideias foram categorizadas em seis grupos nos quais a aproximação das respostas se deu pela correspondência de nexos, considerando-se como critérios básicos, a natureza do que foi solicitado na questão; a percepção quanto às organizações de modo geral e não apenas a da instituição estudada; e o grau de subjetividade da questão. A questão formulada permitia que se respondesse livremente sobre o que nela se pedia. Motivo pelo qual se esclarece que, desde o momento de sua formulação foi previsto a vinculação do “real” com o “ideal” enquanto mediador das realidades particulares dos respondentes, para efeito da pesquisa. Como resultado, apresenta-se o quadro geral:

Quadro 1: Demonstrativo de resultados.

Pergunta

Respostas em % por grupo

Sim

Condição

Potencialidade

Dúvida

Não

Não

opinaram

Você acredita que o ambiente organizacional possa espelhar, nas pessoas, o ideal declarado na missão da empresa?

44,68%

19,15%

12,77%

11,35%

10,64%

1,42%

Fonte: Dados da pesquisa.

O quadro geral mostra a distribuição das respostas em percentuais e indica em que sentido as respostas estão classificadas, conforme:

Sim: 44,68% das respostas indicam que os respondentes acreditam que o ambiente organizacional possa espelhar o ideal declarado na missão da empresa;

Condição: 19,15% dos respondentes acreditam que isto está condicionado a um componente qualquer, específico da instituição;

Potencialidade: 12,77% acreditam que há possibilidade disto se concretizar, mas que ainda não ocorre;

Dúvida: 11,35% não responderam com exatidão;

Não: 10,64% não acreditam que o ambiente organizacional possa espelhar o ideal declarado na missão da empresa;

Não opinaram: 1,42% não responderam.

Os resultados confirmam a hipótese de que a cultura organizacional de uma empresa influencia no comportamento individual e coletivo dos seus colaboradores. Assim como previu Schein (2009, p.1) ao afirmar que a cultura fornece e estrutura significados para os membros do grupo nela constituídos. (FREITAS, 1991, p.5) salienta que, com relação ao universo organizacional, os membros do grupo/equipe fazem a transposição dos contextos culturais mais amplos para organizar suas atividades com base no que, para ele foi transposto. Há ainda a visão de Barbosa (2002, p. 31-32), que acrescenta que a cultura, enquanto entidade flexível e mutável constrói-se de influências múltiplas e simultâneas organizando sistemas heterogêneos que variam em função da mobilidade dos membros integrantes da estrutura, donde se conclui que, não só a cultura organizacional, mas antes, a cultura de um modo geral, se dá por meio de um fenômeno dialético no qual ambos se constroem mútua e reciprocamente.